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10 setembro 2010
29 agosto 2010
24 agosto 2010
20 abril 2010
premio para ZERO AO CUBO
olha nóis na globo!
pena que nao colocaram o link pro blog:
http://g1.globo .com/vestibular -e-educacao/not icia/2010/04/de senho-de-cubo-n o-asfalto-vence -mostra-de-arte s-visuais.html
lembrando que as fotos estão no meu flickr! click na imagem abaixo pra sacar todas!:
pena que nao colocaram o link pro blog:
http://g1.globo
essa é a versão que esta na exposição:
lembrando que as fotos estão no meu flickr! click na imagem abaixo pra sacar todas!:
12 março 2010
Antes o voo da ave, que passa e não deixa rastro,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.
A recordação é uma criação à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.
Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!
*************************************Alberto Caeiro
05 novembro 2009
26 outubro 2009
21 outubro 2009
Robert Polidori no Museu da Casa Brasileira




1- Nova Orleans
2- Nova York
3 e 4- Chernobyl
A exposição apresenta seus principais ensaios fotográficos realizados desde os anos 80, como as séries sobre Havana e Beirute; as cidades de Pripyat e Chernobyl, quinze anos após o acidente nuclear ocorrido em 1986; e Nova Orleans devastada pelo furacão Katrina, em 2006.Traz também cenas urbanas de Alexandria (Egito), Varanasi (Índia) e Amã (Jordânia), que enfocam a construção civil e ruas comerciais desses lugares, além de três exemplos do ensaio realizado por Polidori em Nova York, nos anos 1980, quando registrou o interior de apartamentos atacados por vândalos.
Robert Polidori nos mostra nestas 39 fotografias expostas como o mundo destroçado pode ser belo, sem, no entanto, deixar de causar um profundo mal-estar. Os mesmos detalhes que criam imagens de uma beleza estonteante, mas que em nenhum momento é apaziguadora, registram em nossa memória o porquê dessas diferentes tragédias.
De 7/10/2009 a 12/11/2009
O MCB funciona de terça a domingo, das 10h às 18h.
Ingresso: R$ 4,00 - Estudantes: R$ 2,00
Gratuito aos domingos e feriados
19 outubro 2009
Pipilotti Rist

O Paço das Artes e o Museu da Imagem e do Som (MIS) inauguraram dia 5, no Paço das Artes, a mostra da suíça Pipilotti Rist, uma das principais representantes da videoarte mundial.A exposição Pipilotti Rist, uma retrospectiva do trabalho da artista, explora temas que permeiam sua produção, como fantasia, sonho, prazer e erotismo.
Organizada em dois núcleos, um no Paço das Artes e outro no MIS, a mostra traz a São Paulo os trabalhos mais representativos da artista, obras com elementos alentadores em contraposição ao duro e melancólico cotidiano, em ensaios marcados por humor, ironia e, muitas vezes, anarquia. Enquanto a videoinstalação A Liberty Statue for Löndön (2005) foi especialmente adaptada para o Espaço Redondo do MIS, o Paço das Artes abrigará 10 peças de diferentes períodos.
No Paço das Artes
Dez obras, criadas entre 1993 e 2009, poderão ser vistas no Paço das Artes entre 05 de outubro e 06 de dezembro de 2009: Ever is Over All, Apple Tree Innocent on Diamond Hill, Gina’s Mobile, Super Subjective, The Room, Laplamp, Blood Room, Selfless in the Bath of Lava, I Couldn’t Agree with You More e Small Suburb Brain.
O ambiente imersivo The Room (1994/2007) ganha destaque devido à concepção retrospectiva da exposição. Nele, um quarto com sofá, poltrona, abajur, foto e controle remoto em proporções muito maiores que seu tamanho natural convida o visitante a experimentar proporções invertidas. Uma compilação de 15 vídeos de diferentes períodos da artista é veiculada pela TV.
No MIS
A videoinstalação A Liberty Statue for Löndön (2005) foi especialmente adaptada para o Espaço Redondo do MIS, área expositiva destinada a receber projetos de cinema expandido, cinema interativo e outras abordagens recentes do cinema. A obra, aberta para visitação de 06 de outubro de 2009 a 03 de janeiro de 2010, apresenta a viagem da pré-histórica personagem Pepperminta desde sua saída do Éden por meio de um corredor/túnel (uma espécie de canal de parto artificial) até uma cidade europeia contemporânea.
Contrariando a tradição judaico-cristã, Pipilotti Rist não apresenta a transição do paraíso para a civilização como uma queda: Pepperminta simplesmente testemunha excitação e alucinação. Aparentemente, essa aceitação é o que a torna, como afirma Rist, “um símbolo para o ser humano filosófico”. A instalação foi exibida pela primeira vez em Londres em 2005.
14 outubro 2009
07 outubro 2009
chuva
O Esmagamento das Gotas
Eu não sei, olhe, é terrível como chove. Chove o tempo todo, lá fora fechado e cinza, aqui contra a sacada com gotões coalhados e duros que fazem plaf e se esmagam como bofetadas um atrás do outro, que tédio. Agora aparece a gotinha no alto da esquadria da janela, fica tremelicando contra o céu que a esmigalha em mil brilhos apagados, vai crescendo e balouça, já vai cair e não cai, não cai ainda. Está segura com todas as unhas, não quer cair e se vê que ela se agarra com os dentes enquanto lhe cresce a barriga, já é uma gotona que pende majestosa e de repente zup, lá vai ela, plaf, desmanchada, nada, uma viscosidade no mármore.
Mas há as que se suicidam e logo se entregam, brotam na esquadria e de lá mesmo se jogam, parece-me ver a vibração do salto, suas perninhas desprendendo-se e o grito que as embriaga nesse nada do cair e aniquilar-se. Tristes gotas, redondas inocentes gotas. Adeus gotas. Adeus.
(Julio Cortázar, no sortimento Matéria Plástica do livro "Histórias de Cronópios e de Famas". Tradução de Glória Rodríguez)
30 setembro 2009
Hilda de novo, o que eu posso fazer?
TÔ SÓ
Crônica de Hilda Hilst para o "Correio Popular" de Campinas-SP
Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e só zoiando? Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a céu aberto, num festival de povão e dotô? Vamo brincá que a peste passô, que o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando? Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade até de adoecê? E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes e dentes a mais, até nos pentes? E que os humanos não comem mais os animais, e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás? E que a alma é de uma terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a gente não vai mais pro beleléu? E que não há mais carros, só asas e barcos, e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta ser poeta no Planeta? Vamo brincá
de teta
de azul
de berimbau
de doutora em letras?
E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar...
Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?
Vamo brincá de ninho? E de poesia de amor?
nave
ave
moinho
e tudo mais serei
para que seja leve
meu passo
em vosso caminho.*
Vamo brincá de autista? Que é isso de se fechá no mundão de gente e nunca mais ser cronista? Bom-dia, leitor. Tô brincando de ilha.
* Trovas de muito amor para um amado senhor - SP: Anhambi, 1959.
(Segunda-feira, 16 de agosto de 1993)
Crônica de Hilda Hilst para o "Correio Popular" de Campinas-SP
Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e só zoiando? Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a céu aberto, num festival de povão e dotô? Vamo brincá que a peste passô, que o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando? Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade até de adoecê? E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes e dentes a mais, até nos pentes? E que os humanos não comem mais os animais, e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás? E que a alma é de uma terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a gente não vai mais pro beleléu? E que não há mais carros, só asas e barcos, e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta ser poeta no Planeta? Vamo brincá
de teta
de azul
de berimbau
de doutora em letras?
E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar...
Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?
Vamo brincá de ninho? E de poesia de amor?
nave
ave
moinho
e tudo mais serei
para que seja leve
meu passo
em vosso caminho.*
Vamo brincá de autista? Que é isso de se fechá no mundão de gente e nunca mais ser cronista? Bom-dia, leitor. Tô brincando de ilha.
* Trovas de muito amor para um amado senhor - SP: Anhambi, 1959.
(Segunda-feira, 16 de agosto de 1993)
17 setembro 2009
Brasil Brasil
Estava "de molho" aqui em casa por causa das minhas costas, super entediada, comecei a fuçar no youtube: descobri que a BBC fez um documentário incrível sobre a música brasileira. Ele é dividido em três episódios, o primeiro fala sobre as origens do samba até a bossa nova, dura cerca de uma hora, postei aqui dividido em seis partes, quem puder assista!
O segundo fala sobre a revolução tropicalista, mas infelizmente não tem legenda, bom vou tentar achar um com legenda...enquanto isso aproveitem esse!
beijos ju
ps: me diverti muito com a pronúncia da narradora "samba", "choro", "modinha" hahaha incrível!
O segundo fala sobre a revolução tropicalista, mas infelizmente não tem legenda, bom vou tentar achar um com legenda...enquanto isso aproveitem esse!
beijos ju
ps: me diverti muito com a pronúncia da narradora "samba", "choro", "modinha" hahaha incrível!
15 setembro 2009
04 setembro 2009
Matisse na Pinacoteca
Começa amanhã, 5 de setembro, a exposição Matisse Hoje na Pinacoteca.
A boa notícia pra quem não vai viajar é que nesta segunda a Pinacoteca estará exepcionalmente aberta para esta exposição.
A primeira individual do artista francês Henri Matisse (1869-1954) no Brasil reúne 93 telas, gravuras, desenhos, colagens, esculturas, fotos, documentos e livros ilustrados, além das obras de franceses que ainda utilizam as suas técnicas.
(algumas das obras que estarão lá)
De amanhã até 1 de novembro. Terça a domingo, das 10 às 18h. Pinacoteca do Estado (Praça da Luz, 2). Tel. (011) 3324-1000. Ingressos R$ 6; grátis aos sábados.
27 agosto 2009
Alberto Giacometti
"... o espaço vibra em torno delas. Nada mais está em repouso. Talvez porque cada ângulo (feito com o polegar de Giacometti quando trabalhava a argila), curva, saliência, crista ou ponta arranhada do metal não estejam eles próprios em repouso. Cada um deles continua a emitir a sensibilidade que os criou. Nenhuma ponta ou aresta que recorta e rasga o espaço está morta." Jean Genet
"... Quando era menino, eu achava que podia fazer qualquer coisa. E esse sentimento durou até os dezessete, dezoito anos. Então subitamente me dei conta de que não podia fazer nada e me perguntei por que. Quis trabalhar para descobrir. E é isto que me faz trabalhar desde então, esse desejo de descobrir porque não posso simplesmente reproduzir o que vejo. ..." A. Giacometti (1901-1966)
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