26 agosto 2009

caraminholas à revelia, e por vontade própria

mundo corre.
à nossa revelia, o mundo corre.

mas porém:
é o desejo que faz a vida. Não apenas a gente nasce do sexo, mas também por toda a vida nos sentimos vivos quando desejamos. O desejo impulsiona o movimento, e o desejo é a pórpria energia, ele é em si o próprio movimento.

então o mundo só existe a partir da nossa vontade, de cada um e de todos juntos.
a vida e o mundo são feitos da energia dos desejos.

ah...
é o desejo que existe à nossa revelia.

e benza-deus, que bom!!!

25 agosto 2009

Dominar o mundo!

Afim de conquistar o mundo antes do Pink e o Cérebro, já começamos a atacar!

monde-au-revers.blogspot.com - versão francófona!
world-in-absence.blogspot.com - versão anglófona!

E já estão a caminho a versão anglófona e a da língua de Castela!

O intuito não é esvaziar ou substituir esse blog, mas só adicionar algo, mais trocas possíveis.

24 agosto 2009

Caótica Ana

Vi esse filme ontem e amei!


Dança das mãos

Ossário

Clipe/Doc da música Ossario do novo disco do Instituto dirigido por Big Bonsai apresentando o artista plastico Alexandre Orion.



Este blog apoia o grafitti

Audiovisual

Cine de los hermanos. O cinema argentino, que produz filmes tão interessantes, agora mais perto de nós:

http://guia.folha.com.br/cinema/ult10044u612049.shtml


E, aproveitando, mostra em BH e Vitória:

http://ow.ly/jQQT

23 agosto 2009

A zamba – não confunda com o samba de nossa terra – é um gênero musical de ‘baile’ do folclore argentino. Da região da Tarija e Sta Cruz. É ali, já com meio pé dentro da Bolívia.

O ritmo é motivo de controvérsia por essas bandas de “acá”. Tem gente que diz que é em 6 por 8. Mas há quem diga que é um ritmo mixto, com a base em 3 por 4 e a melodia em 6 por 8.

Tem, ainda, uma variante da zamba chamada de “campera” – por serem bailadas dentro de umas barraconas, las tiendas de campaña. A campera tem um ritmo mais stacatto e ligeiro que a zamba comum. Lembra um pouco a chacarera, outro ritmo muito forte daqui e, uma vez que se costuma tocar com o bandoneón, também lembra um pouco a maneira como se toca o chamané, que é um terceiro ritmo folclórico.



A



21 agosto 2009

Barbatuques e A Barca

Neste final de semana tem Barbatuques no Sesc Pinheiros e dia 30 deste mês de Agosto tem Barbatuques e A Barca no Sesc Pompéia!
Pra quem não conhece, os Barbatuques são os feras da percussão corporal e A Barca é um grupo que viaja pelo Brasil desvendando o melhor da música popular. Acho que essa mistura vai ser imperdível!
Para maiores informações clique:
A Barca
Barbatuques
Aproveito pra dizer que é muito legal fazer parte do mundo à revelia!
Beijos a todos,
Clá

somcompedras

Amada vida, minha morte demora.
Dizer que coisa ao homem,
Propor que viagem? Reis, ministros
E todos vós, políticos,
Que palavra além de ouro e treva
Fica em vossos ouvidos?
Além de vossa RAPACIDADE
O que sabeis
Da alma dos homens?
Ouro, conquista, lucro, logro
E os nossos ossos
E o sangue das gentes
E a vida dos homens
Entre os vossos dentes.


* * *

Lobos? São muitos.
Mas tu podes ainda
A palavra na língua

Aquietá-los.

Mortos? O mundo.
Mas podes acordá-lo
Sortilégio de vida
Na palavra escrita.

Lúcidos? São poucos.
Mas se farão milhares
Se à lucidez dos poucos
Te juntares.

Raros? Teus preclaros amigos.
E tu mesmo, raro.
Se nas coisas que digo
Acreditares.

Hilda Hilst

tempero do dia



As fotos com que ilustrei esse post são do interior do restaurante Halim, minha nova paixão. Restaurante de dar água na boca, e que mesmo com o tempero forte característico da cozinha árabe dá vontade de ir todo dia - para ser sincera eu vou lá quase todo dia no meio da tarde – fica na rua Dr. Rafael de Barros, 56, logo atrás do SESC Paulista - onde trabalho.


Então, se estiver pela Paulista recomendo passar e experimentar a esfiha folhada, o kibe de batata, o sanduíche de falafel e os kebabs originais... que você pode pedir para comer no balcão ou na mesa mesmo, que tem o esquema de rodízio – mas por eu só ter meia hora de almoço nunca experimentei.


Já falei que o atendimento é tão bom quanto o sanduíche de falafel? É, pode crer.



(E atenta a paixões as fotos foram tiradas com uma câmera Lomo e filme PB kodak trix- 400)




20 agosto 2009

Projeto de jardim : Burle Marx

Eu trabalho com musica e paisagismo,quem
quiser saber mais : www.myspace.com/nathaliabarros
Aproveito para dizer que tem uma exposição no MAM
sobre o Burle Marx , arte pura

18 agosto 2009

Casa das Rosas e Barco

Agora a Casa das rosas tá bem mais organizada que antes e com cursos bem interessantes. Vale a pena dar uma olhada, principalmente para aqueles que gostam de poesia, música e arte contemporânea (muita coisa concretista)

www.casadasrosas-sp.org.br/

Aproveito pra também registrar um outro lugar de prática contemporânea de arte, o Barco:

www.obarco.com.br/

Trap

Em volta de mim tudo é cidade

Tudo é cidade

Nada escapa ou renuncia
Nada deixa viver

Tudo estilhaço
Tudo atravesso
Tudo deixo passar

Tudo seres
Tudo máquina 
Tudo trabalho

Trabalho
Trabalho

17 agosto 2009

Lá na Lapa




A Lapa foi um famoso reduto da malandragem carioca, berço de sambistas. Hoje, após período de completo abandono, volta aos poucos à vida. Alguns a acham turística, outros a acham perigosa, mas ela nunca vai deixar de ser um lugar de encontro de ritmos, pessoas - uma efervescência com a cara do Brasil.
Para quem é fissurado pelo Rio, como eu, não pode deixar de frequentar essa região.
Para isso, vai um site dedicado às novidades musicais, culturais - à boemia e à festa:

www.lanalapa.com.br/

Viva a sanfona!



estreia dia 28 próximo

14 agosto 2009

na terra de sarneys.

O visão de glauber rocha não ficou diferente. Se somaram cores ainda mais estúpidas ao cenário.
Poucas coisas doem tanto, doem como a fome (fome essa que nenhum de nós nunca sentiu). Bem.... ainda bem que o maranhão e todos nós, nesse continente e planeta, temos a música e por elas poder contruir algo que transcende.
Deixo aqui para que conheçam uma linda canção de Silvio Rodrigues, Cubano... chamado como o chico buarque de cuba, para facilitar a introdução.
Ojalá, oxala.... hasta la victoria siempre...
Sueño con Sierpentes.
OS QUE LUTAM

Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;
Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda;
Porém há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis.
Bertold Brecht
Sueño con serpientes, con serpientes de mar,
con cierto mar, ay, de serpientes sueño yo.
Largas, transparentes, y en sus barrigas llevan
lo que puedan arrebatarle al amor.

Oh, la mato y aparece una mayor.
Oh, con mucho más infierno en digestión.


No quepo en su boca. Me trata de tragar
pero se atora con un trébol de mi sien.
Creo que está loca. Le doy de masticar
una paloma y la enveneno de mi bien.

Ésta al fin me engulle, y mientras por su esófago
paseo, voy pensando en qué vendrá.
Pero se destruye cuando llego a su estómago
y planteo con un verso una verdad.
(1974)

13 agosto 2009

Falando nisso, ouvindo nisso - JAZZ

Esse post de estréia da nossa nova companheira Natalia (bienvenida) se tratou de uma boa coincidência para mim. há tempos que quero postar algo sobre Jazz.
Passei a escutar esse ritmo (estilo, gênero, não sei como chamar) depois de começar a estudar música, foi quando descobri que não se tratava de um bicho tão difícil de se desfrutar. Em muitos casos, normalmente nas composições que mais adimiro ou que consigo assimilar alguma coisa, a simplicidade estrutural é marcante. Aqui um exemplo:

SO WHAT – Miles Davis Quintet

gravado em 2.4.1959 em New York com orquerstra do Gill Evans (click aqui para ver toda a apresentação)

antes de o miles começar o seu solo há uma introdução, nela fica facilmente percepitível atraves, por exemplo, da melodia do baixo, a "fórmula" da música. Ela pode ser representada assim: A A B A , sendo os dois primeiros "as" e o último "a" iguais e o "b" ligeiramente diferente – assim como são estruturadas as poesias quanto a rima ou métrica sabe?... essa estrutura se repete por toda a música, não muda nunca, como no blues!, sendo cada AABA chamado de um "chorus" (voce pode continuar cantarolando a melodia que faz o baixo no chorus de introdução durante o resto da música que vai sempre casar perfeitamente com o improviso dos caras, isso porque eles não se desconcentram e mantém a estrutura do inicio ao fim... repare na concentração estampada na face dos músicos, concentração é o segredo). Nessa apresentação o "roteiro" da música foi o seguinte... veja se consegue acompanhar:

1 chorus (aaba) - introdução Paul Chambers baixo +
2 chorus de solo do Miles Davis trompete +
2 chorus de solo do John Coltrane sax +
2 chorus de solo Wynton Kelly piano (repare que quando começa o segundo chorus desse solo o miles volta e faz comentários) +
2 chorus de solo do miles
1 chorus igual a introdução... daí pra acabar o baixista continua o tema, agora sem o "b", até acabar com uma triade maior... aqui vai:





Pode parecer difícil, mas não é tanto, basta a ficha cair, basta conseguir descobrir a duração de um chorus (córus)... o Jazz era musica popular, assim como o chorinho por aqui em brasilis!
...

olha aqui outra versão da mesma música, essa mais rapida e mais dificil de se compreender... Jazz - a mesma musica nunca igual... IMPROVISO



continua...