28 janeiro 2011

Fim de ano começo de outro

Links acima de dois projetos dos quais alguns integrantes do blog fizeram parte.

Botucasas é um projeto de intervenção e criação de um video em determinadas casas abandonadas em Botucatu, realizado na semana passada.

Exposição Para te dar uma ilha foi uma exposição realizada em dezembro.

Ambos serão mais bem atualizados em breve.

17 novembro 2010

CONVERSAS DE ZAPATA COM VILLA



Esta animação foi feita por um grande amigo meu, Carlos Gamboa, um artista mexicano fábuloso!
Muito interessante o tema e a estética...

Ai que saudadessssssssssss do México.

15 novembro 2010

Simpsons x Banksy

mais uma dele...



genius

merito a esse blog de coisas superinteressantes:
http://noquedanblogs.com/me-hizo-reir/inicio-de-los-simpsons-por-banksy/

14 novembro 2010

E O MASP GRITA !







" quando o músico e poeta americano John Cage veio a São Paulo, de Passagem pela avenida Paulista, mandou parar o carro na frente do MASP, desceu e andando de um lado para outro do belvedere de braços levantados gritou ' É a arquitetura da liberdade'. Acostumada aos elogios pelo ' maior vão livre do mundo, com carga permanente, coberto em plano', achei que o julgamento do grande artista estivesse conseguido comunicar aquilo que (eu) queria dizer quando projetei o MASP: o museu era um 'nada', uma procura da liberdade, a eliminação de obstáculos, a capacidade de ser livre frente às coisas "

Depoimento de Lina Bo na FAUUSP, abril de 1989
MASP: A Cor da Pixão pela Arte, SP: BASF/Glasurit, 1990.

12 novembro 2010

ÁGUA SEXUAL

Só mesmo um homem, como Pablo Neruda, conseguiria descrever o sexo assim.
Ai, ai...essa maravilhosa origem da vida.

Como muitos não entendem espanhol....tentei adaptar na minha interpretação para meu português selvagem ( sem muito sucesso...)

Beijos com o carinho de sempre.
Anita

ÁGUA SEXUAL

Rodando calhas solitárias,
há gotas como dentes,
há espessas goteiras de marmelada e sangue,
rodando a calha,
cai a água,
como uma espada em gotas,
como um desgarrado rio de vidro,
cai mordendo,
golpeando o eixo da simetria, pegando nas costuras da
alma,
rompendo coisas abandonadas, empapando o obscuro.

Somente é um sopro, mais úmido que o choro,
um líquido, um suor, um óleo sem nome,
um movimento agudo,
fazendo-se, espessando-se,
cai a água,
a gotejadas lentas,
em direção ao seu mar, ao seu seco oceano,
à sua onda sem água.

Vejo o verão extenso, e um estertor saindo de um celeiro,
bares, cigarras,
populações, estímulos,
habitações, crianças dormem com as mãos no coração,
sonham com bandidos, com incêndios,
vejo barcos,
vejo árvores de medula
enraizados como gatos raivosos,
vejo sange, punhais e meias de mulheres,
e pelos de homem,
vejo camas, vejo corredores onde grita uma virgem,
vejo lençois e orgãos e hoteis.

Vejo os sonhos sigilosos,
admito os dias postergados,
e também as origens, e também as recordações,
como uma pálpebra atrosmente levantada a força
estou olhando.

E então há esse som:
um ruido vermelho de ossos,
um grudar-se de carne,
e pernas amarelas como espigas juntando-se.
Eu escuto entre o disparo dos beijos,
escuto, sacudindo entre respirações e soluções.

Estou vendo, ouvindo,
com a metade da alma no mar e a metade da alma
na terra,
e com as duas metades da alma olho o mundo.

E ainda que feche os olhos e me cubra o coração inteiramente,
vejo cair uma água surda,
a grossas gotas surdas.
É como um furação de gelatina,
como uma catarata de espermas e medusas.
Vejo correr um arco iris turvo.
Vejo passar suas águas através dos ossos.

ÁGUA SEXUAL

Rodando a goterones solos,
a gotas como dientes,
a espesos goterones de mermelada y sangre,
rodando a goterones,
cae el agua,
como una espada en gotas,
como un desgarrador río de vidrio,
cae mordiendo,
golpeando el eje de la simetría, pegando en las costuras del
alma,
rompiendo cosas abandonadas, empapando lo oscuro.

Solamente es un soplo, más húmedo que el llanto,
un líquido, un sudor, un aceite sin nombre,
un movimiento agudo,
haciéndose, espesándose,
cae el agua,
a goterones lentos,
hacia su mar, hacia su seco océano,
hacia su ola sin agua.

Veo el verano extenso, y un estertor saliendo de un granero,
bodegas, cigarras,
poblaciones, estímulos,
habitaciones, niñas
durmiendo con las manos en el corazón,
soñando con bandidos, con incendios,
veo barcos,
veo árboles de médula
erizados como gatos rabiosos,
veo sangre, puñales y medias de mujer,
y pelos de hombre,
veo camas, veo corredores donde grita una virgen,
veo frazadas y órganos y hoteles.

Veo los sueños sigilosos,
admito los postreros días,
y también los orígenes, y también los recuerdos,
como un párpado atrozmente levantado a la fuerza
estoy mirando.

Y entonces hay este sonido:
un ruido rojo de huesos,
un pegarse de carne,
y piernas amarillas como espigas juntándose.
Yo escucho entre el disparo de los besos,
escucho, sacudido entre respiraciones y sollozos.

Estoy mirando, oyendo,
con la mitad del alma en el mar y la mitad del alma
en la tierra,
y con las dos mitades del alma miro al mundo.

y aunque cierre los ojos y me cubra el corazón enteramente,
veo caer un agua sorda,
a goterones sordos.
Es como un huracán de gelatina,
como una catarata de espermas y medusas.
Veo correr un arco iris turbio.
Veo pasar sus aguas a través de los huesos.

Pablo Neruda

11 novembro 2010

Proposta de Quebra de Barreiras


Eu ainda não vi nenhuma repercusão sobre isso no Blog, então vai:

“Ser mulher é muito caro”

O cartunista Laerte, que passou a se vestir de mulher, diz que suas despesas agora incluem manicure, depilação, lingeries e sapato


Confira o ensaio IG e a matéria toda AQUI

Cromocinética

cromocinetica from coletivo24h on Vimeo.



Do site: http://coletivo24h.pravida.org/
"Pancadão, psicodelia e formas concretas convergem inusitadamente na performance Cromocinética. Nela, a tradução intersemiótica entre diferentes linguagens gera novos signos a partir da sobreposição de ícones audiovisuais.
A técnica utilizada na construção desta performance é a união de dois ambientes de programação de áudio e vídeo: o obscuro, porém poderoso tracker, Jeskola Buzz e o versátil Pure Data, voltado para desenvolvimento de aplicativos interativos em áudio, vídeo e gráficos.
Com o Pure Data, o grupo construiu um software capaz de traduzir informação sonora em objetos geométricos de inspiração concreta, sobrepostos a vídeos de estruturas visuais, manipulados em tempo real. Um panorama de imagens construídas em relação sinestésica com o som, produzido também em tempo real a partir de colagens sonoras, ambientes sintéticos e batidas maliciosas. O resultado é uma galáxia de cor e som, a celebração da vida através do reprocessamento do cotidiano."

07 novembro 2010

COMUNICAÇÃO NO BRASIL



"ACREDITANDO QUE A PROPAGANDA É A ALMA DO NEGÓCIO, OS ESTADOS UNIDOS, ASSIM COMO O BRASIL, DERAM QUASE 100 POR CENTO DOS CANAIS DE TV PARA EMISSORAS PRIVADAS.

O PROBLEMA, É QUE NO BRASIL, DIFERENTEMENTE DOS ESTADOS UNIDOS, O UNICOPÓLIO NÃO TEM LIMITES. O DONO DE UMA TV, PODE CONTROLAR TAMBÉM , RÁDIOS, JORNAIS E REVISTAS. EM OUTROS PAÍSES COMO INGLATERRA, ALEMANHA E FRANÇA SÃO DE EMISSORAS PÚBLICAS, OU SEJA, QUE NÃO VISAM LUCROS.

NO BRASIL,APENAS 11 FAMILIAS CONTROLAM A MAIOR PARTE DA INFORMAÇÃO QUE CIRCULA NO PAÍS.


Vídeo produzido pelo Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação Social com o apoio da Fundação Friedrich Ebert Stiftung remonta o curta ILHA DAS FLORES de Jorge Furtado com a temática do direito à comunicação. A obra faz um retrato da concentração dos meios de comunicação existente no Brasil.

Roteiro, direção e edição: Pedro Ekman
Produção executiva e produção de elenco: Daniele Ricieri
Direção de Fotografia e câmera: Thomas Miguez
Direção de Arte: Anna Luiza Marques
Produção de Locação: Diogo Moyses
Produção de Arte: Bia Barbosa
Pesquisa de imagens: Miriam Duenhas
Pesquisa de vídeos: Natália Rodrigues
Animações: Pedro Ekman
Voz: José Rubens Chachá