25 dezembro 2009
19 dezembro 2009
Chega
Eu não fui feita para o calor assim como não fui feita para o dia, fui feita na minha cidade e é pra lá que eu quero ir. E me cansei daqui desta pousada que não é minha casa. Deste sol na telha. Desta piscina falsa. Destas praias tão lindas e tão cheias. Não quero nem ir à praia neste meu último dia. Não quero fazer nada. Só esperar a hora de ir embora.
17 dezembro 2009
O Lamento da Imperatriz
Die Klage der Kaiserin (O Lamento da Imperatriz) é o primeiro filme de Pina Bausch desenvolvido com sua companhia, o Wuppertal Theatre of Dance. Filmado em Wuppertal, Alemanha, entre 1987 e 89. Foi construído com a mesma estrutura de sua dança-teatro, ou seja, como colagem. É expressivo e simbólico. Para mim, dentre tantas coisas, fala sobre o que é ser mulher. A feminilidade e os papéis sociais entrelaçados à alienação de viver e ao nonsense cotidiano.
16 dezembro 2009
15 dezembro 2009
Violeta à revelia
A violeta é introvertida e sua introspecção é profunda. Dizem que se esconde por modéstia. Não é. Esconde-se para poder captar o próprio segredo. Seu quase-não-perfume é glória abafada mas exige da gente que o busque. Não grita nunca o seu perfume. Violeta diz levezas que não se podem dizer.
Clarice L.
14 dezembro 2009
A porta estava aberta, foi entrando devagar e decidiu-se sentar. Agora me olhavam de soslaio e não procurei mais um esconder-me por de dentro. Ousei abrir delicadamente qualquer perna fazendo um gesto distinto – para algum que me calhava aos lábios. Sempre existe o que suporte a traição. Acostumei-me a ser discreta e a cumprir o mesmo movimento. Talvez, esta noite o seco perfuraria a terceira dimensão e estaríamos livres. É: um dia me disseram que ele viveria o sangramento. E os olhos bem concisos então se manifestaram sem a cerimônia do acaso, mas a do destino. Com mãos trêmulas de ossos grandes procurou se acudir em um rosto que o atravessasse entre nós e o chão. Como aquilo que chamamos de crosta. Ele ligado por um fio que era eu, tanto o fazia quem o foi – mas a realidade plena entre sensações inexistentes para cada corpo convém sempre às mãos frias.
11 dezembro 2009
Arnaldo!
Então aí vai clipe do último cd dele que está excelente!
10 dezembro 2009
08 dezembro 2009
c.asas
Poéticos sentimentos transitórios
Concepção, captação de imagens, edição e dança: Luciana Bortoletto Música: Phillip Glass
Créditos ao Lucas pela ajuda para colocar o videozinho no blog!
La Bomba de Tiempo
CRISE NOS VESTIBULARES DE TODO O PAÍS!
Será o começo do fim desse sistema retardado de seleção?
Será que com isso eles (eles? quem são eles? e nós?) vão perceber que esse método tem que mudar urgentemente pra um mais democrático, mais acessível, menos apartante, menos intimidante, onde a educação não apareça como um bicho de sete cabeças inalcançável, como ela é para a maioria da população brasileira?
Será que teríamos a humildade de olhar com consideração para o nosso vizinho que possui um sistema que, se não é o melhor do mundo, pelo menos funciona de verdade ha vinte e cinco anos e abre as portas do ensino pro seu povo, ao invés de desestimulá-lo?
Será que alguém tem a intenção de manter essa porra altamente regressiva e frenante (e arcaica, e BURRA) por muito tempo ainda?
Ou será que vamos ter que estimular o boicote a essa instituição fragilíssima, aproveitando a onda, pra que as pessoas caiam na real?
p.s É óbvio que o imenso tumor que temos na nossa educação não curaria com uma (não simples) mudança no sistema de ingresso ao ensino superior, mas com certeza seria um passo importantíssimo, mais ainda se não fosse o primeiro.
07 dezembro 2009
Cajuína
Para mim uma das músicas mais bonitas que há.
Pus essa com a Cibelle, pra variar um pouco e porque é bem boa também.
06 dezembro 2009
Mostra “Monsieur François Truffaut” no CCSP
confira aqui la programacion
04 dezembro 2009
02 dezembro 2009
Sonhos - parte II
Eu mesmo discordo. Eu sei que posso voar, como JÁ voei inúmeras vezes por aí em campos abertos, em cidades desconhecidas, na própria sala de aula da minha antiga escolinha, ou em cantigas de roda de uma festa junina qualquer.
Eu não estou falando de poesia não, de metáforas kafkanianas, da abstração do puro ser. Sou da turma do copo cheio, que vê beleza nos aspectos menos concretos dessa vida humana de carne osso. Eu vôo.
Quando fecho os olhos à noite, se estou descansado, eu posso correr por quilômetros e quando sinto que estou preparado para encarar de vez o suspense, dou um pulo e tudo mais vira silêncio.
Quem aqui nunca voou? Acho difícil...
Conheço tão bem essa sensação gostosa de flutuar no vazio quanto o ato de segurar um copo d'água defronte à pia. Sei qual é a sensação de se cair num abismo de mil metros e morrer no final. É a brincadeira do vida-e-morte entre o Universo de Si e o Universo dos Outros. Ora o dia te joga para a noite, ora a noite te joga de volta para o dia (num grande susto, por saber que você continua - felizmente - vivo).
Só porque estamos deitados, cobertos por nós mesmos, não significa que aquilo não seja real.
A noite é tão irreal para o dia quanto o dia para a noite. Nela - à noite - o Universo se cristaliza em mim e por isso posso impôr as regras que quero. Na noite sou Deus. E hoje eu quero voar!
De dia o oposto acontece. É o jogo de espelho da Alice. O Universo ali presente não é meu e por isso não controlo as regras do jogo. Mas isso não significa que seja mais real, ou mais valoroso.