30 setembro 2009


Fiorde Christiania', de Vladimir Báranov-Rossiné, de 1915, óleo sobre tela

Hilda de novo, o que eu posso fazer?

TÔ SÓ

Crônica de Hilda Hilst para o "Correio Popular" de Campinas-SP



Vamo brincá de ficá bestando e fazê um cafuné no outro e sonhá que a gente enricô e fomos todos morar nos Alpes Suíços e tamo lá só enchendo a cara e só zoiando? Vamo brincá que o Brasil deu certo e que todo mundo tá mijando a céu aberto, num festival de povão e dotô? Vamo brincá que a peste passô, que o HIV foi bombardeado com beagacês, e que tá todo mundo de novo namorando? Vamo brincá de morrê, porque a gente não morre mais e tamo sentindo saudade até de adoecê? E há escola e comida pra todos e há dentes na boca das gentes e dentes a mais, até nos pentes? E que os humanos não comem mais os animais, e há leões lambendo os pés dos bebês e leoas babás? E que a alma é de uma terceira matéria, uma quântica quimera, e alguém lá no céu descobriu que a gente não vai mais pro beleléu? E que não há mais carros, só asas e barcos, e que a poesia viceja e grassa como grama (como diz o abade), e é porreta ser poeta no Planeta? Vamo brincá

de teta

de azul

de berimbau

de doutora em letras?

E de luar? Que é aquilo de vestir um véu todo irisado e rodar, rodar...

Vamo brincá de pinel? Que é isso de ficá loco e cortá a garganta dos otro?

Vamo brincá de ninho? E de poesia de amor?

nave

ave

moinho

e tudo mais serei

para que seja leve

meu passo

em vosso caminho.*

Vamo brincá de autista? Que é isso de se fechá no mundão de gente e nunca mais ser cronista? Bom-dia, leitor. Tô brincando de ilha.



* Trovas de muito amor para um amado senhor - SP: Anhambi, 1959.



(Segunda-feira, 16 de agosto de 1993)

Comunicação: foz e as linhas de um blog `a revelia.

Esses dias aqui no Rio de Janeiro, falando com o querido seu Waldir 59, fiquei sabendo que alguns jornalistas procuraram ele nessas últimas semanas para fazer entrevistas, depois do que tinham lido na internet, na "nota" que à revelia escrevi nesse blog. Me surpreendi muito!!! Uma sensação estranha me chegou dentro do peito, como se pessoas me conhecessem e falassem de mim e chegassem ao lado de meus queridos, sem eu nem poder olhar no fundo da bolinha dos olhos dessas pessoas que brotaram nos dias pelas minhas palavras...e me pus a pensar que as palavras não perfuram olhares, criam, proliferam...que cada vez que escrevemos nesse blog é como estar inventando uma foz.

Esse blog alcança muitas pessoas afinal...E eu não havia me preocupado em escrever como quem escreve para o mundo, para onde o mar curva, só escrevi pensando em atingir um olho, d´agua, de quem precipita, para forma-se em rio... agora tantas coisas que aqui já foram ditas, para o bem, correm e se serpeiteiam nessas veias abertas de américa latina ne?

A comunicação ela é tão necessária e tão como uma teia de uma aranha né? frágil, linda , mas que captura até beija-flor.

A palavra então, cantada, poética, contando as histórias de vida, as flores e pessoas que vamos encontrando no caminho, as lutas e descobertas, são cheias dessas poçoes de fortalecimento para se contruir um caminho e um carinho, ao contrário de se deixar levar pelo fluxo maluco desse mundo onde parece que o único giro que as pessoas percebem é o do capital. Sou mais a das porta-bandeiras mesmo...

Fico sinceramente feliz que mais e mais pessoas possam compartilhar de poesias, de maneiras de espalharem em seus universos intimos, comunitários, essas sementes de idéias cravadas nas palavras. Salve! Salve! Espero que todas as pessoas possam sentir, refletir e usar com sabedoria.

Anita Moreira.


Sempre sei, realmente. Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar, era uma coisa só - a inteira - cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma pessoa viver - e essa pauta cada um tem - mas a gente mesmo, no comum, não sabe encontrar; como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber?
Guimarães Rosa

(Seu Waldir, voces, os Guarani, me ajudam a encontrar e cantar essas notas....)


Viver é muito perigoso... Porque aprender a viver é que é o viver mesmo... Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa... O mais difí­cil não é um ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra.
Guimarães Rosa

Às Mãos de Guayasamín

http://spb.fotolog.com/photo/27/23/75/guiioncon2i/1208891372_f.jpg Las Manos de La Protesta

O Brasil é um país lindo.
Sue beleza, sua riqueza, sua cultura, se somadas ao seu charme, podem até atribuir-lhe um status de Partidão!
Mas essa riqueza sim nos danou e dana. Justo por ela somos tão amaneiradamente cegos. Vamos comprar legumes e frutas la nos confins do Ceasa (ou Ceagesp, pros mais espertinhos), e nem notamos a suculência do pomar do nosso vizinho.
Ja julgamo-nos com o bucho cheio, completos e íntegros, e isso fomenta o nosso pedantismo ao virarmos as costas para os outros nózes, que, irmãos, dividem com nosotros um esse continente. É verdade que um baião-de-dois enche prá lá a pança, mas vamos por isso deixar de provar um maravilhoso peixe ao molho ácido de limão, marinado desde a noite anterior?
Se nos falta algo, fechamos os olhos e vamos sem balbucear buscar referências la na puta que o pariu da Europa, ou na ''América''. (América?). O quê, planteio, não é de fato mau, eles são realmente o palco do mundo, o ponto de referência, e sua cultura é sim rica e encantadora, mas eu digo que estamos xispando de algo tão encantador quanto. Se não mais.
O Brasil é, mas de muito longe, o país mais apartado da América Latina.
A cultura latina não está aí, ela sim sempre esteve, forte, rica, desafiadora, abundante e maravilhosa; e nós, assim como o resto do mundo é que a ignorávamos.

Não me delongo. Afinal, estou aqui pra falar desse cara. Oswaldo Guayasamín fez parte do tão grande Movimento Modernista Latino-Americano, que não brasileiro. Sim, ele foi imenso e intenso tambem fora do Brasil, especialmente no México, onde José Orozco, Diego Rivera, David Siqueiros, com o seu Muralismo, e a própria Frida Khalo fizeram miséria. Enquanto isso, no Equador, Guayasamín modernizava a banca. Sempre denunciando o absurdo tratamento que o Homem dá ao próprio Homem, pintou desde seus oito anos de idade sem parar, até o último ano de sua vida, 1999. Por isso sua obra, tão extensa, é dividida em várias fases; essas mãos, que me chamaram atenção à sua obra, fazem parte de um período chamado ''La Edad de la Ira''. Todas são de enorme formato. Imaginem.

E reparem como as mãos podem ser extremamente expresivas. Muitas vezes mais que um olhar ou mesmo um rosto todo.
Afinal a mão é uma extremidade, é pra onde confluem muitíssimas forças, se por querência, a ela forem direcionadas. E uma extremidade muito versátil, ou seja: transforme a sua mão no que você quiser!

Guayasamín, pra mim, captou essa expressividade em sua essência.


http://3.bp.blogspot.com/_3_86s9ZxbjM/SdaeusRcieI/AAAAAAAAACs/fgRkr4a7ySA/s320/manos+de+la+ternuraa.bmp


http://luigi.nomadlife.org/uploaded_images/guayasamin-715691.bmp


http://4.bp.blogspot.com/_KbyOsV701PI/SgSy0cIcAcI/AAAAAAAAAZg/bKA7WgaV7bY/s320/Las+manos+insaciables.JPG


http://2.bp.blogspot.com/__5Q0syQpSyw/SKSNpkgtPdI/AAAAAAAAAO8/PySeL4Sy6lI/s320/Guayasamin.jpg


http://2.bp.blogspot.com/_owC693Z26LA/R546sstH4WI/AAAAAAAAAPg/t5bf2B2Bwfg/s200/guayasamin%2Bmanos%2Bde%2Bla%2Besperanza.jpg

Mas isso realmente não é nada, quem gostou pode procurar mais no sítio dele: http://www.guayasamin.com/pages/index.html


p.s.: y desculpem a qualidade das imagens, no site elas estão com certeza muito melhores!

29 setembro 2009

"Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino."
M. Bandeira

Temperley London Circus Zoetrope from LEGS on Vimeo.

Aos artistas de plantão



Enviado pela Talita. Valeu Tá!

Where do you come from, and where do you go?

Curso de Fitoterapia em São Paulo


Pessoas, é um curso que eu estou coordenando, junto a minha prima querida. Aos interessadíssimos, temos algumas bolsas disponíveis. Se não, peço que apenas ajudem a divulgar!
Gracias.

São Miguel Arcanjo


Além de ser dia de gnocchi, hoje é dia de 3 lindos anjos protetores:




São Miguel Arcanjo


São Gabriel Arcanjo


São Rafael Arcanjo




São Miguel é conhecido como o anjo que livra-nos das ciladas negativas e dos espíritos maléficas, aqueles com falta de luz. Quando o invocamos, ele nos defende, nos protegendo contra perigos, forças negativas e inimigos.




São Gabriel é conhecido por ser mensageiro de boas notícias, nos ajudam a dar bom rumo e direção a nossas vidas, nos dando compreensão e sabedoria.




São Rafael, junto aos Arcanjos Miguel e Gabriel simbolizam a fidelidade, o poder e a glória dos anjos.




Por mais que possam ser encarados como símbolos da Igreja católica, acredito que são os anjinhos que sempre me acompanharam e me socorreram na minha descrença, no meu levantar, me firmando e me dando força para sempre continuar. Que eles estejam em todo o lugar, olhando por todos nós.


• ∆˚


MA 
LEVI
CH











BEM MATERIAL

ENQUANTO ISSO EM SÃO PAULO
EM QUANTO DISSO TEM SÃO PAULO?
favor ir ao ccbb________________

Enquanto isso em São Paulo...

Hoje escrevo
Porque ontem eu e meu namorado assistimos ao assalto mal sucedido de sua Variant, a Jabiraca amada de todos nós, herança do saudoso seu Aldo (que sequer tive o prazer de conhecer), avô do meu namorado. Algo maior que existe neste mundo e que não se chama coincidência nos levou de encontro ao exato instante em que um homem vestido de laranja e preto arrombou a porta do carro, entrou e deu a partida. Desesperados e destrambelhadamente, conseguimos impedir o assalto.

Porque antes de ontem, minha amiga estava saindo do Espaço Unibanco de cinema e foi atingida por uma bala perdida de chumbo. A bala está cravada na sua canela e fez um buraco na sua pele.

Porque hoje o Fusca do meu irmão foi roubado na frente da Biblioteca da FFLCH, na USP, enquanto ele consultava livros de filosofia.

Hoje escrevo porque me indigna – em doses crescentes de indignação – a situação da falta de amor, da falta de dinheiro, desta desigualdade medonha que nos assola,da miséria de espírito, do respeito mixo que envolve os seres humanos, do nada que nos une, do ódio que cresce, da cara de pau, da injustiça, da maldade que cresce a cada dia nos Homens. Não há possibilidade de rumar a uma convivência harmônica, de evolução, de união, numa situação em que a falta de confiança é regra pra sobreviver, em que se é incapaz de se colocar no lugar do outro, de se pensar além do umbigo próprio, onde se dar bem atravessando os outros é bem visto por alguns. É triste e desesperador. Em três dias, tive amostras (em pequena escala, eu sei) da falta de caráter mais horrorosa daqueles que convivem comigo neste mundo.

28 setembro 2009

Angeli

Liberdade de Expressão?

É, por acaso esse 28 de setembro é dia da Liberdade de Expressão:

"O nosso Brasil é um dos grandes sofredores, passou pelos anos negros da ditadura, no qual a liberdade de expressão era só para aqueles que a controlavam. Bom, lá mesmo não existia essa tal liberdade, talvez só a tal paciência. E ter um dia para comemorar algo que ficou há tantos anos "por aí" seria algo merecedor.

Antes dos anos negros: Populismo;
antes: Ditadura;
Bom, antes...

Agora nos vemos - pós-constituintes de 1988 - no melhor momento da nossa "liberdade", no momento da Internet, das cidades, da multiculturação, do caos, do transito, da superpopulação, da arte indefinida e principalmente da falta de senso comum.

A nossa "liberdade de expressão" nos serve para literalmente expressarmos da forma que bem entendemos, dentro de um senso ou não, seja lá qual ele for. Ao mesmo tempo que o que todos expressam compete com milhares de outras "expressões" da internet, da Televisão e de todas as outras mensagens que absorvemos todo tempo, todo dia.

Alguns diriam que para se expressar mesmo, a mensagem deve chegar ao seu destino, ao tempo que nenhum receptor espera sua mensagem, a não ser aqueles que esperam que a Tv lhes digas tudo o que precisam.

Fica dificil entender a liberdade não-oficial, a liberdade ponderada e a liberdade dos outros. Quando há aqueles que ditam suas regras.

Não tenho aqui em mãos nenhuma conclusão sobre a nossa real liberdade de expressão. Mas sobre meus conflitos morais, entendo que pra cada um cabe o senso que lhes convir e não falsa liberdade das massas. Assim temos "chamados de liberdade caminhando em sentidos opostos e tortuosos, rumando sobre as nucas de homens maus e manipuladores", ou pelo menos assim nós os julgamos. E para nós, sem poder, nos resta criar-nos à expressão - momentânea - de liberdade"

Jorge Conrado - 28/09

"Gostaria de ser um crocodilo porque amo grandes rios, pois são profundos como a alma de um homem. Na superfície são muitos vivazes e claros, mas nas profundezas são tranquilos e escuros como o sofrimento dos homens."

João Guimarães Rosa.

Bar ruim é lindo, bicho!

Eu sou meio intelectual, meio de esquerda, por isso freqüento bares meio ruins. Não sei se você sabe, mas nós, meio intelectuais, meio de esquerda, nos julgamos a vanguarda do proletariado, há mais de cento e cinqüenta anos. (Deve ter alguma coisa de errado com uma vanguarda de mais de cento e cinqüenta anos, mas tudo bem).

No bar ruim que ando freqüentando ultimamente o proletariado atende por Betão – é o garçom, que cumprimento com um tapinha nas costas, acreditando resolver aí quinhentos anos de história.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos ficar “amigos” do garçom, com quem falamos sobre futebol enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de literatura.

– Ô Betão, traz mais uma pra a gente – eu digo, com os cotovelos apoiados na mesa bamba de lata, e me sinto parte dessa coisa linda que é o Brasil.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos fazer parte dessa coisa linda que é o Brasil, por isso vamos a bares ruins, que têm mais a cara do Brasil que os bares bons, onde se serve petit gâteau e não tem frango à passarinho ou carne-de-sol com macaxeira, que são os pratos tradicionais da nossa cozinha. Se bem que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, quando convidamos uma moça para sair pela primeira vez, atacamos mais de petit gâteau do que de frango à passarinho, porque a gente gosta do Brasil e tal, mas na hora do vamos ver uma europazinha bem que ajuda.

Nós, meio intelectuais, meio de esquerda, gostamos do Brasil, mas muito bem diagramado. Não é qualquer Brasil. Assim como não é qualquer bar ruim. Tem que ser um bar ruim autêntico, um boteco, com mesa de lata, copo americano e, se tiver porção de carne-de-sol, uma lágrima imediatamente desponta em nossos olhos, meio de canto, meio escondida. Quando um de nós, meio intelectual, meio de esquerda, descobre um novo bar ruim que nenhum outro meio intelectuais, meio de esquerda, freqüenta, não nos contemos: ligamos pra turma inteira de meio intelectuais, meio de esquerda e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar ruim.

O problema é que aos poucos o bar ruim vai se tornando cult, vai sendo freqüentado por vários meio intelectuais, meio de esquerda e universitárias mais ou menos gostosas. Até que uma hora sai na Vejinha como ponto freqüentado por artistas, cineastas e universitários e, um belo dia, a gente chega no bar ruim e tá cheio de gente que não é nem meio intelectual nem meio de esquerda e foi lá para ver se tem mesmo artistas, cineastas e, principalmente, universitárias mais ou menos gostosas. Aí a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio intelectuais, meio de esquerda, as universitárias mais ou menos gostosas e uns velhos bêbados que jogavam dominó. Porque nós, meio intelectuais, meio de esquerda, adoramos dizer que freqüentávamos o bar antes de ele ficar famoso, íamos a tal praia antes de ela encher de gente, ouvíamos a banda antes de tocar na MTV. Nós gostamos dos pobres que estavam na praia antes, uns pobres que sabem subir em coqueiro e usam sandália de couro, isso a gente acha lindo, mas a gente detesta os pobres que chegam depois, de Chevette e chinelo Rider. Esse pobre não, a gente gosta do pobre autêntico, do Brasil autêntico. E a gente abomina a Vejinha, abomina mesmo, acima de tudo.

Os donos dos bares ruins que a gente freqüenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem. Os que entendem percebem qual é a nossa, mantêm o bar autenticamente ruim, chamam uns primos do cunhado para tocar samba de roda toda sexta-feira, introduzem bolinho de bacalhau no cardápio e aumentam cinqüenta por cento o preço de tudo. (Eles sacam que nós, meio intelectuais, meio de esquerda, somos meio bem de vida e nos dispomos a pagar caro por aquilo que tem cara de barato). Os donos que não entendem qual é a nossa, diante da invasão, trocam as mesas de lata por umas de fórmica imitando mármore, azulejam a parede e põem um som estéreo tocando reggae. Aí eles se dão mal, porque a gente odeia isso, a gente gosta, como já disse algumas vezes, é daquela coisa autêntica, tão Brasil, tão raiz.

Não pense que é fácil ser meio intelectual, meio de esquerda em nosso país. A cada dia está mais difícil encontrar bares ruins do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos de chinelos Rider e a Vejinha sempre alerta, pronta para encher nossos bares ruins de gente jovem e bonita e a difundir o petit gâteau pelos quatro cantos do globo. Para desespero dos meio intelectuais, meio de esquerda que, como eu, por questões ideológicas, preferem frango à passarinho e carne-de-sol com macaxeira (que é a mesma coisa que mandioca, mas é como se diz lá no Nordeste, e nós, meio intelectuais, meio de esquerda, achamos que o Nordeste é muito mais autêntico que o Sudeste e preferimos esse termo, macaxeira, que é bem mais assim Câmara Cascudo, saca?).

– Ô Betão, vê uma cachaça aqui pra mim. De Salinas quais que tem?

por Antonio Prata

O animal mais forte do mundo.2

27 setembro 2009

“De uma nuvem esfumaçada, vestida numa roupa sadomasoquista, surgirá Regina Duarte me cravando por trás. Arrepiado, sinto sua mão suave subir até a minha nuca, enquanto ela sussurra quente ao pé do meu ouvido:
- Perdeu o medo? Agora perde a esperança!”

*Eric Bogosian, na adaptação de Aimar Labaki

Interferência

Descobri hoje um site bem interessante chamado Interferência, do escritor e compositor Ferréz.

http://interferencia.art.br

É muito gratificante ver que o caldo da cultura vai se engrossando, a periferia se instrumentalizando e que a questão social não tem mais escapatória: tem que ser encarada!

Entrevistas muito inteligentes com pessoas que estão aí, ao nosso redor, agindo, querendo criar, querendo mais do que essa mediocridade.

À revelia!

MANIPHESTO DO PORTUNHOL SELVAGEM

Resumindo sem concluziones precipitadas: el portunhol selvagem es free.

Gramatificar el portunhol selvagem seria limitar la desmedida liberdade verbocreadora que es la base feliz de essa lengua que ojalá nunca venga a ser mais um idioma oficializado y manipuleado por gramátikos al servicio de qualquer espécie de Pombero-System. De aí que o portunhol (selvagem) non venga. Nunca venga. A vingança – diz a velhanova ponta da língua – non é buena, mata l’alma (que non existe) e en vené là là.

Uma noche tíbia nos conocimos y Maiakóvski sabia lo que falava junto al Lago Azul de Ypakaraí quando te dijo que el pueblo es el inbenta-lenguas.

En el território triplefrontero el pueblo nunka a conocido el lenguaje poétiko porque nunca ha conocido outrora lenguahem que non fosse el lenguahem poétiko.

El portunhol selvagem es uma liberdade de linguagem, kabrón, que te permite hacer literatura mesclando las lenguas que habitam el território triplefrontero y todas las lenguas que te cantem en la pelota.

Non tiene apoyo de ningum gobierno nim es aceptado em concursos literários de ningum país.

Es arcaico, hermoso, feo, bizarro, post-porno-vanguardista, atrazado, gracioso, libertário, nuebo, viejo, minino, impactante.

Escribir un soneto shakespirianensis en portunhol es como salir volando ventanas afuera del Pombero-System y decir kosas antiguas de una manera nueba en medio a la sanguinária komédia kontemporânea.


* Trecho do manifesto escrito por Douglas Diegues, El Domador de Yacarés, austronautas paraguayos y toda la gente da tríplice fronteira

25 setembro 2009

As rosas de guimarães

Sempre que se começa a ter amor a alguém, no ramerrão, o amor pega e cresce é porque, de certo jeito, a gente quer que isso seja, e vai, na idéia, querendo e ajudando, mas quando é destino dado, maior que o miúdo, a gente ama inteiriço fatal, carecen...do de querer, e é um só facear com as surpresas. Amor desse, cresce primeiro; brota é depois." Guimarães Rosa

Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.
Guimarães Rosa

23 setembro 2009

AV PAULISTA #2


Yes! (2008)

série décimo nono andar

SAGRADA PRIMAVERA, DÊ O AR DE SUA GRAÇA!!!

Uma homenagem 'hermana':

- À Pina Bausch, que foi representada hoje em São Paulo, com coreografia feita para essa música.

- E a nossa querida e tão esperada PRIMAVERA. Pelo visto aí em São Paulo as chuvas devem ter levado ela junto com as enchentes. Aqui em Buenos Aires a sua chegada foi comemorada em um dia de sol, com todos nas ruas, tocando seus violões e tambores pelas praças, tomando um mate e regalando flores. Não é exagero. Aqui ela realmente é sagrada.


22 setembro 2009

Um pouco mais do que 140 caracteres

Na idade média os livros eram escritos pelos copistas à mão. Precursores da taquigrafia, os copistas simplificavam o trabalho substituindo letras, palavras e nomes próprios, por símbolos, sinais e abreviaturas. Não era por economia de esforço nem para o trabalho ser mais rápido (tempo era o que não faltava naquele tempo). O motivo era de ordem econômica: tinta e papel eram valiosíssimos.

Foi assim que surgiu o til (~), para substituir uma letra (um "m" ou um "n") que nasalizada a vogal anterior. Um til é um enezinho sobre a letra, pode olhar.

O nome espanhol Francisco, que também era grafado "Phrancisco", ficou com a abreviatura "Phco." e "Pco". Daí foi fácil Francisco ganhar em espanhol o apelido Paco.

Os santos, ao serem citados pelos copistas, eram identificados por um feito significativo em suas vidas. Assim, o nome de São José aparecia seguido de "Jesus Christi Pater Putativus", ou seja, o pai putativo (suposto) de Jesus Cristo. Mais tarde os copistas passaram a adotar a abreviatura "JHS PP" e depois "PP". A pronúncia dessas letras em seqüência explica porque José em espanhol tem o apelido de Pepe.

Já para substituir a palavra latina et (e), os copistas criaram um símbolo que é o resultado do entrelaçamento dessas duas letras : &. Esse sinal é popularmente conhecido como "e comercial" e em inglês, tem o nome de ampersand, que vem do and (e em inglês) + per se (do latim por si) + and.

Com o mesmo recurso do entrelaçamento de suas letras, os copistas criaram o símbolo @ para substituir a preposição latina ad, que tinha, entre outros, o sentido de "casa de".

Veio a imprensa, foram-se os copistas, mas os símbolos @ e & continuaram a ser usados nos livros de contabilidade. O @ aparecia entre o número de unidades da mercadoria e o preço - por exemplo: o registro contábil "10@£3" significava "10 unidades ao preço de 3 libras cada uma". Nessa época o símbolo @ já ficou conhecido como, em inglês como at (a ou em).

No século XIX, nos portos da Catalunha (nordeste da Espanha), o comércio e a indústria procuravam imitar práticas comerciais e contábeis dos ingleses. Como os espanhóis desconheciam o sentido que os ingleses atribuíam ao símbolo @ (a ou em), acharam que o símbolo seria uma unidade de peso. Para o entendimento contribuíram duas coincidências:

1 - a unidade de peso comum para os espanhóis na época era a arroba, cujo "a" inicial lembra a forma do símbolo;
2 - os carregamentos desembarcados vinham freqüentemente em fardos de uma arroba. Dessa forma, os espanhóis interpretavam aquele mesmo registro de "10@£3" assim : "dez arrobas custando 3 libras cada uma". Então o símbolo @ passou a ser usado pelos espanhóis para significar arroba.

Arroba veio do árabe ar-ruba, que significa "a quarta parte": arroba (15 kg em números redondos) correspondia a ¼ de outra medida de origem árabe (quintar), o quintal (58,75 kg).

As máquinas de escrever, na sua forma definitiva, começaram a ser comercializadas em 1874, nos Estados Unidos (Mark Twain foi o primeiro autor a apresentar seus originais datilografados). O teclado tinha o símbolo "@", que sobreviveu nos teclados dos computadores. E

m 1872, ao desenvolver o primeiro programa de correio eletrônico (e-mail), Roy Tomlinson aproveitou o sentido "@" (at), disponível no teclado, e utilizou-o entre o nome do usuário e o nome do provedor. Assim "Fulano@Provedor X" ficou significando "Fulano no provedor X".

Em diversos idiomas, o símbolo "@" ficou com o nome de alguma coisa parecida com sua forma, em italiano chiocciola (caracol), em sueco snabel (tromba de elefante), em holandês, apestaart (rabo de macaco); em outros idiomas, tem o nome de um doce em forma circular: shtrudel, em Israel; strudel, na Áustria; pretzel, em vários países europeus.

Reinaldo Pimenta em "A Casa da Mãe Joana"

embasbacada





Sagração da Primavera, Pina Bausch,
Tanztheater Wuppertal.



Umas das coisas mais bonitas que já vi. Lindo, de não consigo descrever.

Só corpo, forma, o mais primitivo, que agora com a técnica mais apurada passa a existir de novo. E é assim, e existe: resumo de movimento, de vida, de gozo.


Puro gozo em imagem. Imagem que não é

pura – por isso o gozo – movimento, respiração, historia, individualidade, esforço, paixão, paixões e todo a rede complexa de trabalho e prazer que as envolve e estimula.


Muita coisa no mais simples que temos: corpo. Braços, pernas, cabelo, junto com tudo o que você pode contar e ser entendido sem ter que abrir a boca nenhuma vez. O corpo deles é o corpo meu. Não tenho a capacidade, mas. Mas é o mesmo corpo. Somos nós ali.

Humano humano, humano humano.


21 setembro 2009

Aniversário

Tudo o que me distancia daquela que fui aos quinze é tudo o que me aproxima do que de original havia em mim. Do que vinha de dentro, embora pareça tão exterior, aquele conjunto de atitudes, comentários e risos daquela que fui aos quinze. Aos quinze nunca se é - se está vindo a ser - sem querer me meter no vir a ser xodó dos filósofos. Era mais um algo de se transformar diariamente, de pegar o jeito que a amiga falava para si, de cair na gargalhada, de não fazer nada de útil o dia todo, de ficar cinco horas e meia no telefone com uma amiga, desligar e ligar pra outra, para uma nova conversa, de, tá, 2 e meia. De fumar maconha e enlouquecer, de ver filme cabeçudo, de viajar com uma penca de amigos em qualquer feriado que aparecesse. Tudo beira a nostalgia, bate nas paredes da cabeça que é memória pura, e a gente finge que um dia foi aquele que a gente imagina que a gente foi. Pode não ter sido nada daquilo, mas a minha memória escolheu que fosse assim. Que aquela de cabelo comprido partido ao meio, que cantava Mutantes e os alquimistas estão chegando é algo que faz tão parte de mim quanto o meu cabelo curto de hoje. Aquela que não sabia de si é uma anterior a outra que começa a se familiarizar consigo mesma. Crescer é esquecer coisas e lembrar outras. É sentir saudades da que fui e orgulho de quem sou hoje e medo de encarar o buraco que se mostra aos poucos. Que se revela. Todo aniversário me sinto só. Que é algo que diz respeito a mim e só. Mas sempre sinto a necessidade gigantesca de ter muitos por perto.

Nossa floresta... uma invenção cultural.

Podemos considerar, como sugeriu o historiador mexicano Frederico Navarrate que nossas florestas são, portanto, um grande monumento cultural :

“Às vezes os brasileiros acham que os seus povos indígenas não têm monumentos, não têm criações culturais tão impressionantes como as que existem no México ( Piramides) , noPeru e em outros países da América Latina, mas essa é uma visão equivocada. Se você começar a ler a arqueologia e a antropologia da Amazônia ( o mesmo se aplica para a mata atlântica ), o que é muito interessante de perceber é que a mesma floresta que existe até hoje é uma das grandes criações dos povos indígenas brasileiros. Ela foi modificada pelos homens e pelas mulheres que moravam e ainda moram lá até hoje e que têm acrescentando à diversidade biológica, melhorado as terras e as condições para a agricultura, para a coleta e para a caça. Desse jeito, você pode pensar que a própria floresta é uma grande criação cultural e é o maior monumento dos povos indígenas brasileiros. Um monumento cultural que é ao mesmo tempo um monumento natural. Uma obra que é viva e que muda constantemente, como mudam os povos que moram na floresta. Acho que o patrimônio cultural do Brasil é inseparável do seu patrimônio natural, e eles também são inseparáveis das culturas indígenas que ajudaram a produzir um dos mais impressionantes e mais ricos ecossistemas do mundo.” in POR Ti AMéRICA
Escola Livre de Teatro de Santo André promove ocupação artística

A “Semana ELT em Alerta”, como foi chamada, começa nesta segunda-feira com diversas apresentações gratuitas de música, teatro e dança, além de mesa de debates com Luís Alberto de Abreu e Francisco Medeiros

De 21 a 25 de setembro a comunidade da Escola Livre de Teatro de Santo André (ELT) promove a Semana ELT em Alerta. O evento é uma Ocupação Artística em prol da Manutenção do Projeto Pedagógico da Escola, que está seriamente ameaçado.
Durante a semana, diversos coletivos teatrais e artistas que apóiam a causa se apresentarão nos espaços da Escola Livre de Teatro e Praça Rui Barbosa, no bairro de Santa Terezinha, Santo André. Farão parte da Semana, espetáculos de teatro e dança, atividades de literatura, apresentações musicais e performáticas, além de debates sobre políticas públicas culturais. Na mesa de debates do dia 23, o dramaturgo Luis Alberto de Abreu e o diretor Francisco Medeiros, discutirão sobre o projeto artístico-pedagógico da Escola.
No rol de convidados estão artistas de destaque na cena regional e nacional como a Cia. São Jorge de Variedades, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, Brava Companhia, Teatro de Rocokóz, o escritor Marcelino Freire e o cantor Rubi.
Artistas e grupos participantes farão apresentações gratuitas em defesa da continuidade do projeto ELT, que se tornou referência para a formação de atores no Brasil e que está completando 20 anos de luta e existência. A Escola, que é autogerida pelo coletivo de mestres e aprendizes e escolhe democraticamente sua coordenação, ficou abalada no dia 08 de setembro de 2009, com a notícia de que seu coordenador pedagógico, o ator Edgar Castro - professor da escola há 11 anos - havia sido demitido sem justificativas.
Na sexta-feira, onze de setembro, mais de trezentos artistas representantes dos principais coletivos de artes cênicas das cidades de Santo André e São Paulo - entre eles as atrizes Maria Alice Vergueiro, Leona Cavalli, Georgete Fadel, o ator Antônio Petrim, a diretora Cibele Forjaz – fizeram uma passeata da Praça Rui Barbosa, sede da Escola, até o Paço Municipal, onde foi entregue uma carta de reivindicações ao Secretário de Cultura do município.
Ontem, dia 17, mais de cem artistas estiveram presentes na Câmara Municipal de Santo André, durante a Sessão Plenária. Os aprendizes Mário Augusto e Lílian Cardoso fizeram uso da Tribuna Livre para defender a continuidade do projeto da ELT e foram apoiados pela maioria absoluta dos vereadores.
O movimento repercutiu numa comissão de vereadores e membros da Comunidade ELT que dialogarão junto ao Poder Executivo, que vem negando todas as reivindicações da comunidade e descumprindo os prazos de resposta acordados em reunião, firmando a decisão de afastar Edgar Castro como coordenador e professor da Escola.
A comunidade não aceita essa decisão e por isso convida todos os cidadãos e cidadãs a participarem da Semana ELT em Alerta, uma mostra que reflete a diversidade estética e a profundidade ética que regem a práxis da Escola.

Para maiores informações, acesse o blog www.movimentolivre-sa.blogspot.com


SEMANA ELT EM ALERTA!
Entrada Franca

SEGUNDA–FEIRA
21/09

10 e 16 HORAS – TEATRO DE RUA
O SANTO GUERREIRO E O HERÓI DESAJUSTADO
CIA SÃO JORGE DE VARIEDADES
Dom Quixote e seu fiel escudeiro Sancho Pança chegam à capital paulista procurando sua doce e amada Dulcinéia, mas não conseguem entender as regras de nossa metrópole e se adaptar a nova realidade. Para salva-los aparece São Jorge que revela a eles a vida que ainda pulsa em São Paulo. O roteiro se desenvolve como num desfile de escola de samba, com carros alegóricos em forma de barco, diferentes alas e samba-enredo.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA


TERÇA–FEIRA
22/09

15H – ESPETÁCULO TEATRAL
CENAS DO ESPETÁCULO A DOBRA
CIA DO NÓ
Willian é um empresário insatisfeito com o cargo que ocupa na empresa. Inexplicavelmente há uma dobra no tempo que o faz encontrar consigo mesmo.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 16 ANOS
ESPAÇO: TEATRO CONCHITA DE MORAES – ELT

16H – ESPETÁCULO TEATRAL
LÊNIN
NÚCLEO ZONA AUTÔNOMA
Um homem, vivendo no século XXI, decide viajar no tempo com o propósito de entregar um presente para um líder num sindicato em São Bernardo do Campo que, segundo ele, foi responsável pelo desperdício de sua juventude nos anos noventa. Porém, durante a jornada, começa a desconfiar que a ação de modificar o passado para alterar o presente pode ser uma tentativa fracassada de revolução.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 16 ANOS
ESPAÇO: GALPÃO ELT

18H – ESPETÁCULO TEATRAL
SOBRE TERROR E MISÉRIA NO NOVO MUNDO
CIA ANTROPOFÁGICA
Comandada pelo diretor Thiago Reis Vasconcelos, a peça resgata emoções, comportamentos e relações de poder na época do Brasil Colonial e faz paralelo com o momento atual do país. Depoimentos de pessoas que andam pelo metrô Paraíso foram colhidos e são adicionados durante a apresentação.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 16 ANOSESPAÇO: GALPÃO ELT

19H30 – APRESENTAÇÃO MUSICAL
HEITOR BRANQUINHO: UM BRANQUINHO E UM VIOLÃO
PARTICIPAÇÃO DE HUGO BRANQUINHO
Mineiro de Três Pontas, o músico Heitor Branquinho, apresenta as canções de seu segundo CD: “um Branquinho e um violão”.
Suas composições passeiam pelos mais variados ritmos como o samba, choro, ijexá e balada, com letras que falam sobre o cotidiano, a amizade e o amor.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: SALA 01 – ELT

20H – ESPETÁCULO TEATRAL
ATO ÚNICO
CIA. VERALUZ
A partir de uma catástrofe, um ataque terrorista, Ato Único apresenta a vida de dois casais e como seus relacionamentos desmoronam com o passar do tempo.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 14 ANOS
ESPAÇO: TEATRO CONCHITA DE MORAES - ELT


QUARTA–FEIRA
23/09


10H – DANÇA
VIVÊNCIA E JAM SESSION COM TICA LEMOS
CIA NOVA DANÇA 4
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 14 ANOS
ESPAÇO: TEATRO CONCHITA DE MORAES – ELT

14H – TEATRO DE RUA
UM SHOW DE VARIEDADES PALHACÍSTICAS
TEATRO DE ROCOKÓZ
Um brinde à inventividade, à espontaneidade e à capacidade de interação e de envolvimento com o espectador transeunte dos anônimos saltimbancos e mambembes de todos os tempos.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA

16H – ESPETÁCULO TEATRAL - INFANTIL
CIRANDA DAS FLORES
CIA PROSA DOS VENTOS
A peça mistura mistério, sonho e realidade com a história de uma jardineira e um semeador que se amam, mas têm vergonha de assumir. Certo dia, eles brigam e muitas surpresas acontecem.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: TEATRO CONCHITA DE MORAES – ELT

17H – TEATRO DE RUA
A BRAVA
BRAVA COMPANHIA
A Brava narra a saga da heroína francesa Joana d’Arc e propõe uma reflexão sobre objetivos, rumos e escolhas de cada pessoa, sendo a história da combatente usada como metáfora e transportada para os dias atuais, juntamente com as referências da cultura pop e da tradição popular brasileira.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA

19H – DANÇA
DANÇA INDIANA
THIAGO ANTUNES

Apresentação de duas coreografias de dança clássica indiana Odissi, que tratam, numa oração pública, da remoção dos obstáculos e do poder transformador da festa.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: GALPÃO ELT

19H30 –APRESENTAÇÃO MUSICAL
RUBI
Pocket-show acústico em que o cantor apresenta um repertório de músicas, na sua maioria, ainda não gravadas. São novidades e estudos que apontam para um próximo disco.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: TEATRO CONCHITA DE MORAES – ELT

20H – MESA DE DEBATE
O PROJETO ARTÍSTICO-PEDAGÓGICO DA ESCOLA LIVRE DE TEATRO DISCUTIDO POR CHIQUINHO MEDEIROS E LUIS ALBERTO DE ABREU
ESPAÇO: TEATRO CONCHITA DE MORAES – ELT


QUINTA–FEIRA
24/09


10H – TEATRO DE RUA
CANTEIRO
CIA DOS INVENTIVOS
Com humor a Cia faz uma reflexão sobre o herói e traz a pergunta, quem são os nossos heróis atualmente? Livremente inspirado na obra “Viva o Povo Brasileiro” de João Ubaldo Ribeiro, CANTEIRO é a homenagem da Cia dos Inventivos aos milhões de heróis brasileiros que constroem, diariamente, este país.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA

14H – POESIA & PROSA
SOLO PERNAMBUCANO
MARCELINO FREIRE
O escritor Marcelino Freire apresenta Solo Pernambucano: uma leitura de seus contos dividida pelo ator Gabriel Pinheiro.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: GALPÃO ELT

17H – TEATRO DE RUA
A FARSA DO BOM ENGANADOR
CIA BURACO D´ORÁCULO
Adaptação de La farce du maître Pathelin, sátira anônima escrita no século XV, que faz criticas a duas classes sociais em ascensão na França deste século: a dos comerciantes e a dos magistrados, A Farsa do Bom enganador narra a história do Dr. Calafanje um advogado empobrecido, mestre na arte de enganar, que, com a ajuda de sua esposa, Nuculosa, consegue ludibriar um feirante, Sr. Salabaeto, surrupiando-lhe uma peça de tecido.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA

19H30 – PERFORMANCE
PALAVRAS EM UMA NOITE DE FÚRIA
VIVIANE PALANDI
Solo nascido da manifestação cênica poética, em primeira instância revela-se como poesia proclamada, necessária: vitalidade explosiva.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 12 ANOS
ESPAÇO: GALPÃO ELT

20H – INTERVENÇÃO TEATRAL

INTERVENÇÃO DO TEATRO SUSTENTÁVEL
COM PONTO DE CULTURA DE DIADEMA
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA

21H – ESPETÁCULO TEATRAL
NEKROPOLIS
FORMAÇÃO 10 DA ESCOLA LIVRE DE TEATRO
No palco é montado um julgamento. O acusado: um grupo terrorista. O júri: o público. A trama fala sobre um grupo terrorista que desenterra cadáveres de pessoas que, em vida, não tiveram voz na sociedade: os excluídos. Dessa forma, expõe a negligência e a impunidade de um governo.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 12 ANOS
ESPAÇO: TEATRO CONCHITA DE MORAES – ELT


SEXTA-FEIRA
25/09

10H – ESPETÁCULO TEATRAL - INFANTIL
CHUÁ-CHUA, ISSO É HORA DE BRINCAR?
CIA PARLENDAS
O espetáculo aborda os medos e angústias infantis, contando a história de Mariana, uma menina que tem medo de água, por isso, recusa-se a tomar banho ou sair em dias chuvosos.Muitos personagens aparecem para ajudá-la a perder esse medo! E no final, acaba tomando um banho bem gostoso com bolinhas de sabão!
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: TEATRO CONCHITA DE MORAES – ELT

14H – TEATRO DE RUA
BRASIL, QUEM FOI QUE TE PARIU?
TRUPE ARTEMANHA
A partir da visão bem humorada de dois escravos-tigres embarcaremos em uma viagem musical pela história de um Brasil que nunca se viu. De uma forma alegórica o espetáculo de rua Brasil, quem foi que te pariu?, celebra o encontro entre o índio, o branco e o negro que geraram o nosso Brasil de multifaces, raças e credos.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA

15H – INTERVENÇÃO TEATRAL

INTERVENÇÃO DO GRUPO DE TEATRO
OS CRESPOS
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA
15H30 – INTERVENÇÃO TEATRAL

INTERVENÇÃO DO NÚCLEO DE MÁSCARAS
DA ELT COM NÚCLEO DE TEATRO DE RUA DA ELT

RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA

16H – TEATRO DE RUA
ARAPUCAIA
GRUPO FORTE CASA TEATRO
Espetáculo livremente inspirado em Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny, de Bertolt Brecht, narra a história de três criminosos, Lucrécia Gavetão e seus dois filhos, Sem Eira e Nem Beira, que, perdidos no meio do nada, fugindo da polícia e sem ter para onde ir, resolvem fundar uma cidade, a cidade dos prazeres: Arapucaia.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA

17H – INTERVENÇÃO TEATRAL

CIA DA MATILDE
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: PRAÇA RUI BARBOSA

17H30 – ESPETÁCULO TEATRAL
GARDÊNIA
EL OTRO NÚCLEO DE TEATRO
Inspirada na obra O Amor Nos Tempos De Cólera, do escritor Gabriel García Márquez. Na história, Fermina Daza e Florentino Ariza necessitam passar por mais de 50 anos para ficarem juntos. O amor os leva a superar até mesmo a epidemia do cólera. Dois atores dividem o palco com dez retroprojetores e uma vitrola para simbolizar esse amor profundo e difícil.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 12 ANOS
ESPAÇO: GALPÃO ELT

19H30 – INTERVENÇÃO TEATRAL

MAIORES SÃO OS PODERES DE DEUS
TEATRO DE ROCOKÓZ
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: LIVRE
ESPAÇO: TEATRO CONCHITA DE MORAES

20H – ESPETÁCULO TEATRAL
CINDY HIP-HOP
NÚCLEO BARTOLOMEU DE DEPOIMENTOS

Embalada pelo ritmo da cultura hip hop, a peça conta a fábula de quatro cinderelas urbanas, com a junção de todos os elementos que norteiam a cultura de rua - dança, palavra, música e grafite, e mescla a ficção com a realidade da juventude do Brasil.
RECOMENDAÇÃO ETÁRIA: 12 ANOS
ESPAÇO: TEATRO CONCHITA DE MORAES

Margens...

(...) amo os grandes rios, pois são pro fundos como a alma do homem.
Na superfície são muito vivazes e claros, mas nas profundezas
são tranqüilos e escuros como os sofrimentos dos homens.
Amo ainda mais uma coisa de nossos grandes rios: sua eternidade.
Sim, rio é uma palavra mágica para conjugar eternidade.
João Guimarães Rosa

18 setembro 2009

Sempre Hilda

As maçãs ao relento. Duas. E o viscoso
Do Tempo sobre a boca e a hora. As maçãs
Deixei-as para quem devora esta agonia crua:
Meu instante de penumbra salivosa.

As maçãs comi-as como quem namora. Tocando
Longamente a pele nua. Depois mordi a carne
De maçãs e sonhos: sua alvura porosa.

E deitei-me como quem sabe o Tempo e o vermelho:
Brevidade de um passo no passeio.

Hilda Hilst
(In: Do Desejo)

Enviado pela Naiara

Olha a Talita aí!


(Foto: Pedro Nasser)

Confiram a arte da Talita, muito lindo!

http://talitanozomi.com/

Ta ficando famosa e rica!

RosAzulRoxo

Ainda Pulsa

Eu não sei que medo é esse das gentes
tão quietas
que falam pelos cotovelos com medo que um dia parem
tão quietas
as veias que lhes esguicham o torpor ainda morno
do pulso que ainda quieto
respira nervoso a espera de um assédio
ou de um colapso

Releitura d'O Pulso - Arnaldo Antunes
Pablo Guimarães

17 setembro 2009

SABEDORIA

NO MUNDO DA LUA, OU SERÁ NO MUNDO DAS MULHERES?


"A palavra "menstruação" vem do latim mens e significa "lua" e "mês". A primeira forma de medir o tempo foi pelo ciclo menstrual das mulheres. ..."


Outro dia tive o prazer de escutar a Jú ( namorada do Dani) comentar que toda Lua Cheia está cheio de mulheres dando a Luz nos hospitais ( ela esta estudando medicina). Eu por intuição desde criança já achava esta história de barrigas grávidas uma coisa meio lunática mesmo e "mocinha" percebi que em toda lua cheia estava mestruada....
Sabemos que a Lua rege as marés, e que as mulheres são cheias desses altos e baixos da órbita de um corpo misterioso celeste num perfeito ciclo de 28 dias...
É engraçado esse sentimento de buscar a natureza embora tão algemadas nas vias da cidade....( mas de fato se quero saber se estu no periodo fértil numa noite, devo olhar a lua... se ela não esta ( lua nova) ....então é a hora de gerar filhos...)
que coisa boa é sentir-se integrado ao universo. hahaha.... Mas mulheres tambem tem o contrário...periodo fértil na lua cheia e mestruação na lua nova.... e dizem por ai que depende da idade da mulher os ciclos se alteram entre as luas... Muitas culturas indigenas ou aquelas que não se separaram tanto da observação e da integração com nossa natureza... entendem melhor essas coisas e consequentemente a si mesmos....

Enfim....achei algo tão interessante que pensei que poucas vezes falamos dessas coisas...e que sempr vale a reflexão e a sensibilidade.

Chegando na bossa!

chego devargarzinho, de fininho.

chego na cadência da bossa,
nostra,
terra,
esta, que pisamos todos os dias!

Pra começar:



Vídeo retirado do acervo da Tv Cultura. Transmitido pelo programa Radiola.

Aquele!

Brasil Brasil

Estava "de molho" aqui em casa por causa das minhas costas, super entediada, comecei a fuçar no youtube: descobri que a BBC fez um documentário incrível sobre a música brasileira. Ele é dividido em três episódios, o primeiro fala sobre as origens do samba até a bossa nova, dura cerca de uma hora, postei aqui dividido em seis partes, quem puder assista!

O segundo fala sobre a revolução tropicalista, mas infelizmente não tem legenda, bom vou tentar achar um com legenda...enquanto isso aproveitem esse!

beijos ju

ps: me diverti muito com a pronúncia da narradora "samba", "choro", "modinha" hahaha incrível!




Pintura sem Arte

Pintura Sem Arte
Candeia e Waldir 59!!!!!

Me sinto igual a uma folha caída
Sou o adeus de quem parte
Pra quem a vida é pintura sem arte
A flor esperança se acabou
O amor, o vento levou
Outra flor nasceu é a saudade
Que invade tirando a liberdade
Meu peito arde igual verão
Mas se é pra chorar, choro cantando
Pra ninguém me ver sofrendo
E dizer que estou pagando

Não, não basta ter inspiração
Não basta fazer uma linda canção
Pra cantar samba se precisa muito mais
O samba é lamento, é sofrimento, é fuga dos meus ais
Por isso eu agradeço a saudade em meu peito
Que vem acalentando os meus sonhos desfeitos
Jardim do passado, flores mortas pelo chão
Pétala, semente de paixão

13 setembro 2009

Busque Amor novas artes, novo engenho

Busque Amor novas artes, novo engenho

Para matar-me, e novas esquivanças,

Que não pode tirar-me as esperanças,

Que mal me tirará o que eu não tenho.



Olhai de que esperanças me mantenho!

Vede que perigosas seguranças!

Que não temo contrastes nem mudanças,

Andando em bravo mar, perdido o lenho.



Mas, enquanto não pode haver desgosto

Onde esperança falta, lá me esconde

Amor um mal, que mata e não se vê,



Que dias há que na alma me tem posto

Um não sei quê, que nasce não sei onde,

Vem não sei como e dói não sei porquê.

(viva Luis de Camões!)

12 setembro 2009

WALDIR 59 - NÚMERO 1 DA VELHA GUARDA DA PORTELA.


Waldir 59 é o número 1 da Velha Guarda da Portela, o mais antigo compositor, protagonista e detentor, da história do samba do Rio de Janeiro. Waldir é conhecido como verdadeira “lenda viva do samba”, pois não só foi o parceiro inseparável de Candeia e o responsável por Clara Nunes e Paulinho da Viola terem integrado a comunidade azul e branca da Portela, como participou do filme Orfeu do Carnaval (sendo responsável por toda parte musical do samba), e até hoje em seus 80 anos, mantém ( criando, organizando e inspirando) a verdadeira tradição do samba.

Seja compondo para Zeca pagodinho, Marisa Monte, participando de partido alto e do carnaval, ou sendo um dos diretores assessores da Portela, Waldir 59 contribui todos os dias para sua comunidade com a verdadeira poesia (fazendo viver por ela tantos ideais; como o desvelo, a humildade, a crítica social, a generosidade e o amor- transmitidos brilhantemente em suas letras e na energia do samba.) Mas não é só com sua comunidade que Waldir contribui, é com todo o Brasil - por ter criado boa parte das mais lindas músicas que cantam (e encantam) até hoje o povo.

Mantendo a história e o espírito dessa expressão da cultura popular que ele mesmo ajudou a criar ao longo de sua vida, Waldir 59 é jurado na escolha dos sambas enredos da atualidade, é fomentador de rodas de novos compositores, é em seu ser a memória viva e a inspiração para que as novas gerações não deixem de cultivar o verdadeiro valor da música popular brasileira, frutificando-o em suas comunidades.

“Porém, ai porém....” como diria Paulinho da Viola (na música “O Rio que passou em minha vida” - que alias foi Waldir o responsável por ter lançado-a na Portela) esse grande mestre de nossa tão amada cultura popular – o samba - não é reconhecido e valorizado como merecia em âmbito Nacional e enfrenta sérias dificuldades para continuar realizando seu trabalho e sua vida , pois esta quase completamente cego e não possui condições financeiras para realizar o tratamento médico que necessita. Mas Waldir 59 é um “caso diferente”, de humanidade, pois não se deixa abater pela doença e continua a caminhar sozinho pelas ruas do Rio com muito esforço ( gratificante ele garante) porque o permite freqüentar todas as rodas de samba. Diz Waldir 59 (diante do espanto de toda gente de como consegue ir de cá para lá de lá para cá de ônibus e andando): eu me oriento pelo que está gravado na memória - junto a toda a valiosa história do samba - o caminho de casa até a Portela.

Assim, é no sentindo de possibilitar que esse grande mestre venha a ter sua importância reconhecida, suas histórias documentadas e divulgadas, e a valiosa oportunidade financeira de tratar de seu grave problema de saúde, é que este projeto está escrito em seu nome, cujo prêmio acreditamos ser merecedor e que representará uma inestimável ajuda, para que no final de sua vida esse grande mestre possa viver com toda a dignidade que merece.

Em anexo está um Dvd desse incrível mestre dando seus depoimentos, respondendo a essas questões e a tantas outras, que cala fundo dentro do peito e ressoa , profundamente, no cerne de nossa cultura e alma brasileira.


Meus queridos....tive a divina oportunidade de conviver todos esses dias com seu Waldir 59, não só o melhor sambista que já conheci, importantissimo para a história da música brasileira, como a pessoa mais carinhosa, sincera, lúcida que já conheci nesse Rio de amor....

Deus é muito bom e me concedeu a oportunidade de ajudar-lo e increver-lo no prêmio de grandes mestres da cultura popular do ministerio da cultura....pois apesar de sua imensa importancia para toda nossa alegria, e magia do samba, sua condição financeira o impossibilita de fazer um tratamento médico ...e se ele não fizer...vai ter que amputar os olhos....mas....deus há de ajudar ainda mais que possamos fazer cds, documentários, ir a cuba! para ajudar seu waldir e consequentemente a alma e a história de nossa música popular brasileira. Por favor todos façam uma oração em forma de samba para que o projeto seja aprovado e possamos dar essa dignidade a ele , a todos nós.

COm todo amor e desvelo...anita.

Foi um rio que passou em minha vida

Foi um rio que passou em minha vida

(Paulinho da Viola)

Se um dia meu coração for consultado
Para saber se andou errado
Será difícil negar
Meu coração tem mania de amor
Amor não é fácil de achar
A marca dos meus desenganos ficou, ficou
Só um amor pode apagar
Porém (ai, porém)
Há um caso diferente que marcou num breve tempo
Meu coração para sempre
Era dia de carnaval
Carregava uma tristeza
Não pensava em outro amor
Quando alguém que não me lembro anunciou:
Portela! Portela!
O samba trazendo alvorada
Meu coração conquistou
Ai, minha Portela, quando vi você passar
Senti o meu coração apressado
Todo o meu corpo tomado
Minha alegria voltar
Não posso definir aquele azul
Não era do céu; nem era do mar
Foi um rio que passou em minha vida
E meu coração se deixou levar