13 setembro 2009

Busque Amor novas artes, novo engenho

Busque Amor novas artes, novo engenho

Para matar-me, e novas esquivanças,

Que não pode tirar-me as esperanças,

Que mal me tirará o que eu não tenho.



Olhai de que esperanças me mantenho!

Vede que perigosas seguranças!

Que não temo contrastes nem mudanças,

Andando em bravo mar, perdido o lenho.



Mas, enquanto não pode haver desgosto

Onde esperança falta, lá me esconde

Amor um mal, que mata e não se vê,



Que dias há que na alma me tem posto

Um não sei quê, que nasce não sei onde,

Vem não sei como e dói não sei porquê.

(viva Luis de Camões!)

2 comentários:

Bia disse...

Viva!

Lucas disse...

Clarice mandando Camões!
Q bonito, "vem não sei como e dói não sei porquê""vem não sei como e dói não sei porquê""vem...