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11 dezembro 2009

Arnaldo!

Apesar de gostarmos tanto do Arnaldo nunca pusemos nada dele.
Então aí vai clipe do último cd dele que está excelente!

07 dezembro 2009

Cajuína

Não lembro quem me contou que essa música foi escrita quando Caetano soube que um fã seu morrera acidentado quando vinha lhe ofertar uma flor.



Para mim uma das músicas mais bonitas que há.

Pus essa com a Cibelle, pra variar um pouco e porque é bem boa também.

30 novembro 2009

Imersão indiana




Duas danças da Shantala, a última em colaboração com a companhia da Pina Bausch
(enviados pela Naia)

13 novembro 2009

Chegou a hora!

Ontem o Serra deu o empurrão necessário para aquecer os ódios a fim de resolver enfim a questão da autonomia da USP.Ele ignorou a indicação dos anciãos da USP e apontou para reitor o amigo-da-polícia João Grandino Rodas.
Se a USP não se mexer agora para estabelecer eleições paritárias, será decretada a morte de sua autonomia.
Publico texto do Renato Janine Ribeiro que saiu no Estadão (pág.A15) de hoje e convido todos a participarem ativamente desse embate, em prol da USP.


"Inversão pode suscitar reações

Há muito tempo as universidades públicas ap´resentam ao governador ou ao presidente uma lista tríplice para que ele escolha o reitor. Em 2004, a União prometeu nomear o primeiro da lista. Nem sempre, porém, ele é o melhor. No Estado de São Paulo, que tem as melhores instituições do país, desde a eleição democrática de Montoro, em 1982, praticamente sempre se tem nomeado o mais votado. Quinze reitores encabeçaram a lista nas três universidades e foram nomeados.

O princípio da lista é que, se a sociedade criou e financia a universidade, deve ter voz na escolha de seu dirigente. Uma instituição pública não pode ser fim em si mesma. A sociedade, por meio de seu governante democraticamente eleito, tem o direito de atuar.

Qual o problema? A lista tríplice é arma poderosa demais para ser usada. É tudo ou nada: ou o governador só referenda uma decisão interna; ou, se utilizar a prerrogativa de escolher o segundo ou terceiro nome, invertendo o processo interno de escolha, suscitará reações que podem ser muito fortes. Por isso, em tese, ele só a usa em casos graves, mas com o risco de agravá-los. Afinal, uma universidade como a USP é muito especializada, ciosa de sua autonomia, e suas lideranças científicas têm mais condições de escolher o reitor do que qualquer indivíduo ou grupo.

O que deveríamos fazer? Até 1988, os estatutos das universidades paulistas eram baixados pelo governador. Hoje, com a autonomia conferida pela Constituição, são editados pelo conselho universitário. Se há lista tríplice, é devido aos estatutos de cada universidade, que ela pode reformar.

É importante promover essa reforma. Não é bom que uma única pessoa, mesmo eleita pelo povo, decida tudo. Em uma cultura universitária diferente da nossa, uma comissão externa, de alta qualidade científica e social, poderia apreciar os principais nomes, seus diagnósticos e propostas, e escolher o reitor. Algo parecido se dá nos países ricos e nos que têm as universidades líderes dos rankings internacionais. Mas, bem ou mal, nossa comunidade se orientou rumo à ecolha por votação interna. Penso que ela deva ser aprimorada. Essa mudança incluia alteração do colégio eleitoral, ampliando-o a ponto de eliminar o controle da reitoria sobre ele, e suprimindo a lista tríplice, pelas razões que apresentei.

Mas há cuidados a tomar. Primeiro, deve se incluir uma forma ativa de presença da sociedade na escolha do reitor. Os candidatos poderiam ser sabatinados por representantes ndo mundo empresarial, sindical e profissional, mesmo que a escolha se faça interna corporis. Afinal, seria melhor uma atuação real da sociedade na eleição do reitor do que esse poder atual, um tiro de canhão que, sendo usado, só causará conflitos.

Segundo, essa mudança deve ser negociada com o governo. Não pode ser motivo de confronto com o poder eleito. Nenhgum governador pode esquecer que, nas boas universidades, a autonomia das lideranças científicas é a chave do sucesso. Nenhuma universidade deve esquecer que ela não é um fim em si, mas deve contas à sociedade. Um confronto, qualquer que seja, não é bom para ninguém."


Mais discussões sobre o tema:http://universidadeparaquem.wordpress.com/category/eleicoes-para-reitor/

ABAIXO A GRAVIDADE!

"Eu queria mesmo é tranformar o Centro Cultural São Paulo inteiro num avião, numa nave espacial, desordenar aquela instituição para o alto. Não sendo isso possível, eu me contento em utilizar as suas rampas e patamares como pista de decolagem. Que saia o lugar debaixo da gente! ABAIXO A GRAVIDADE!"



Você confere os trabalhos dirigidos por Josefa Pereira, Clarice Lima, Mariana Sucupira, Lua Tatit e James Nunes.



(enviado pela Camila Venturelli)

12 novembro 2009

Bandido corazon!

Homenagem a quem esteve ontem no show da Bárbara Eugênia, mas serve também para todos aqueles que sofrem com um coração bandido!

O corpo é meu!



Se depender desse nosso país machista, nada vai mudar.
Mulheres, unam-se!

11 novembro 2009

Download gratis

A Cosac & Naify vai disponibilizar nesse mês alguns de seus livros na internet. Vale a pena ficar de olho, e torcer para que essa prática seja cada vez mais comum.

http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/11321/Flores.aspx

Uma editora que milita nesse campo é a Editora do Bispo, do Xico Sá.
http://www.editoradobispo.com.br/site/



***Por falar em livros, parece que começa hoje a feira de livros da Usp, não percam!

28 outubro 2009

Nelson Rodrigues!



Comentário 1:
Ele é foda!

Comentário 2:
Essa entrevista é um exemplo ótimo! Detesto aquelas entrevistas em que se faz perguntas que já se sabe as respostas, em que não se discute nada e não se acresenta nada a ninguém.

Cometário 3:
Se pretendemos entender qual a possível contribuição brasileira ao mundo, muito dela se passa pelo Nelson. Confiram.

Transportes 2

Como fica claro pelos comentários ao outro post ("Transportes 1", do último dia 24), de fato o problema do transporte de SP é muito maior. Aqui tento por mais ideias para combater a ignorância na Secretaria de Transportes. (O tema carros e rodízio vai ser abordado no próximo post, aguardem!)

CHEGA DE VIADUTOS!

O projeto de expansão do Serra deveria ter pensado nisso, ao invés de fortalecer os "fura-filas". Algum de vocês já andou na Avenida do Estado e se sentiu num momento apocalíptico? O fura-fila do Pitta que foi finalmente ativado como "Expresso Tiradentes" é que gera essa sensação.

Portanto não tem sentido fazer mais viadutos se se pode fazer um tramway ou um túnel. Chega de viadutos! Eles são ruins para os pedestres, moradores, motoristas, todos.

Aliás, sou a favor da destruição imediata do Minhocão! Esse é um exemplo claro de uma região muito bonita que foi devastada pelo "efeito-viaduto".

Vejam fotos da região antes e depois:



PS: Mas acho que os muros grafitados devem ser mantidos ou reconstruídos, pois são muito bonitos.

METRÔ

Expansão total! Todos os pontos da cidade têm que ser servidos por uma estação do metrô e não se fala mais nisso. O projeto de expansão atual não pode parar. Tem que continuar e a galope!

TRENS

Como sabemos, os trens foram gradativamente sendo abandonados por aqui, o que é um absurdo. Proponho:

*Reativação dos trens de passageiro por todo o interior do estado e do país;

*TGV atendendo todas as capitais (e não só esse trem-bala Rio-São Paulo). (Ah, como seria bom isso!)

Mostra alternativa de cinema de SP



http://ow.ly/wlzI

E ainda por cima é de graça!

24 outubro 2009

Na Ozetti



Vai ter show da Ná hoje(dia 24) no Sesc! Vejam no site

Transportes 1

O tópico de hoje é:

Tramway e bicicletas

O transporte é essencial para a cidade. É a perna do cidadão. Sem pernas não há ação. Sem ação não há ser humano, mas seres vegetativos (com todo o respeito às plantas).

Confesso não gostar muito da Holanda e de todos esses países exploradores do mundo, movidos à base do capitalismo selvagem, royalties, diamantes e luxo, mas como me preocupo com transportes (como não se preocupar sendo paulistano?) e com diminuição de poluentes, confesso que Amsterdã é um exemplo que aqui deve ser citado.



Essa imagem mostra uma das maiores avenidas da capital holandesa. Como explicar essa calma dominical? A causa é simples: muita ciclovia e esse singelo trenzinho, chamado tramway. Esses são os principais resposáveis pelo silêncio, calma, praticidade e beleza de Amsterdã.

Não há desculpa para a não-implementação imediata das ciclovias por aqui. E é muito possível a implementação de estações de bicicleta a quase cada esquina. O projeto que temos em SP, de pontos de aluguel de bicicleta do metrô é ridículo e para inglês ver; é preciso milhares de pontos de retirada e um forte sistema de segurança, reposição e manutenção. Vide Paris. Pode-se sempre começar com um projeto piloto em algum bairro, mas quando adotado tem que ser adotado massivamente, pois pontos espalhados não geram a agilidade necessária para esse meio de locomoção.

É importante também espalhar estacionamentos de bicicleta por toda a cidade. São simples ferros colocados na calçada, mas fundamentais para essa etapa.

(Era legal que houvesse um serviço de vigilância às calçadas e ruas esburacadas, um disk-buraco, mas acho que é sonhar demais...)

Já o tramway é caro e deve ser adotado também aos poucos, mas não pode ser de jeito nenhum esquecido. Imaginem a Rebouças e a Faria Lima sendo supridas com esses trens?! É muito possível, basta vontade política, pressão pública. Por que não fazer uma linha dessas como experiência como os bondes elétricos, ligando, por exemplo, o Pacaembu ao Centro?

Série ideias para SP

Penso muito nessa nossa veloveravivaunivoracidade e não posso me conformar, ela pode ser muito melhor do que é. Ela tem que sê-lo, e logo.

Por todas as coisas que vi, conheci e pensei nessas minhas andanças por aí, existem coisas que já não aceito, considerações e situações que permeiam o meu cotidiano e que resolvi juntar aqui. Elas precisam sair da minha cabeça e passar para a de outros, para ganhar alguma crítica e maior grau de realidade, para, em suma, ver no que dá. Portanto não hesitem em dizer o que pensam a respeito, compartilhemos as nossas questões.

Como vocês verão, resolvi dividir esses pensamentos em três temas: Transporte, Urbanismo e Uma consideração política - que se interligam, obviamente, mas que os dispus assim para cansar menos o leitor e para maior eficácia.

(Vale também lembrar que escrevi (dia 1º de setembro, sob o título "Revolta") um texto a respeito das bibliotecas, que faz muito bem parte dessa série igualmente.)

Como última observação, queria enfatizar que as comparações que farei com outras cidades não têm a finalidade de copiar essas cidades (o que seria impossível). Só servem como ampliação do nosso horizonte, arejando as nossas ideias, para sairmos desse estado de impotência e para fazermos algo melhor do que já foi feito em outras cidades, agregando as nossas experiências. Situo essas considerações na cidade de São Paulo, pois é onde moro, onde cresci, a cidade que mais bem conheço - mas elas podem muito bem ser debatidas em qualquer canto do mundo e transpostas para outras cidades que passem pelo mesmo processo de urbanização desenfreada como o vivido nessa Pauliceia desvairada.

Não quero e nem acho que seria possível transformar o Brasil em Europa, mas me recuso a ver os problemas e permanecer calado. Vale lembrar que o Brasil faz parte da chamada cultura ocidental também e que não é anti-patriota querer mudanças por aqui. Quem gosta de lixo é rato. E quem gosta de limpeza só pela limpeza é germofóbico. Espero equilibrar entre esses dois tipos.

Bom, como são tantas considerações, resolvi diluí-las em diversos subtópicos que pretendo postar (quase) diariamente, afim de discutirmos aos poucos essas questões. Então esse post serve de introdução a todos os demais. Quem quiser criar novos tópicos e discussões sinta-se à vontade também, por favor.

Finalmente chegou!

Para quem já não aguentava mais esperar para ver novos e bons filmes, eis a nossa querida mostra de cinema!



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