30 setembro 2009

Comunicação: foz e as linhas de um blog `a revelia.

Esses dias aqui no Rio de Janeiro, falando com o querido seu Waldir 59, fiquei sabendo que alguns jornalistas procuraram ele nessas últimas semanas para fazer entrevistas, depois do que tinham lido na internet, na "nota" que à revelia escrevi nesse blog. Me surpreendi muito!!! Uma sensação estranha me chegou dentro do peito, como se pessoas me conhecessem e falassem de mim e chegassem ao lado de meus queridos, sem eu nem poder olhar no fundo da bolinha dos olhos dessas pessoas que brotaram nos dias pelas minhas palavras...e me pus a pensar que as palavras não perfuram olhares, criam, proliferam...que cada vez que escrevemos nesse blog é como estar inventando uma foz.

Esse blog alcança muitas pessoas afinal...E eu não havia me preocupado em escrever como quem escreve para o mundo, para onde o mar curva, só escrevi pensando em atingir um olho, d´agua, de quem precipita, para forma-se em rio... agora tantas coisas que aqui já foram ditas, para o bem, correm e se serpeiteiam nessas veias abertas de américa latina ne?

A comunicação ela é tão necessária e tão como uma teia de uma aranha né? frágil, linda , mas que captura até beija-flor.

A palavra então, cantada, poética, contando as histórias de vida, as flores e pessoas que vamos encontrando no caminho, as lutas e descobertas, são cheias dessas poçoes de fortalecimento para se contruir um caminho e um carinho, ao contrário de se deixar levar pelo fluxo maluco desse mundo onde parece que o único giro que as pessoas percebem é o do capital. Sou mais a das porta-bandeiras mesmo...

Fico sinceramente feliz que mais e mais pessoas possam compartilhar de poesias, de maneiras de espalharem em seus universos intimos, comunitários, essas sementes de idéias cravadas nas palavras. Salve! Salve! Espero que todas as pessoas possam sentir, refletir e usar com sabedoria.

Anita Moreira.


Sempre sei, realmente. Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar, era uma coisa só - a inteira - cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma pessoa viver - e essa pauta cada um tem - mas a gente mesmo, no comum, não sabe encontrar; como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber?
Guimarães Rosa

(Seu Waldir, voces, os Guarani, me ajudam a encontrar e cantar essas notas....)


Viver é muito perigoso... Porque aprender a viver é que é o viver mesmo... Travessia perigosa, mas é a da vida. Sertão que se alteia e abaixa... O mais difí­cil não é um ser bom e proceder honesto, dificultoso mesmo, é um saber definido o que quer, e ter o poder de ir até o rabo da palavra.
Guimarães Rosa

4 comentários:

Lucas disse...

Não sabia que tinha tantos amantes do Guimarães aqui. To me sentindo em casa, então. Vou dar uma vasculhada nele pra ver o que mais dá pra compartilhar.

Lucas disse...

É muito bom poder fazer parte disso aqui com vc, Anita! Acho que falo isso sempre, não sei se vou cansar de repetir.
Que bom que alcançamos outras pessoas com isso tudo! Um pouquinho de ar puro nesse mundo tão fechado.
Bj

Daniel disse...

é! que legal tudo isso

... disse...

hahaha obrigada meus queridos! que legal são voces né? que inventam, reinventam, vivem esses espaços para poder compartilhar todas as coisas!!!
salve salve!