17 março 2010

Blog do Rafa

é novo
vale a pena

h de erro

erro de digitação eror ed digtiatçõa
error diditassaum erru didi gitasson
herro didigi ta são

Arnaldo Antunes via twitter
17 de outubro de 2009 - 7.38 da manhã

16 março 2010

h de campos

um papo sobre a semiótica
entrevista de irene machado com haroldo de campos:
http://revistas.pucsp.br/index.php/galaxia/article/view/1086/711

o acaso

a poesia é
um acaso domado
e abolido na ocasião
do poema:
um caso de
acaso que se põe em
ocaso
colapsa
capitula
nas redes da ocasião
que faz o poema
um caso de
ocaso provisório pois
nada
nenhum lance de
dados
abolirá
(a não ser pelo breve
instante -
pênsil de um tal
vez e/ou poema)

12 março 2010

Antes o voo da ave, que passa e não deixa rastro,
Que a passagem do animal, que fica lembrada no chão.
A ave passa e esquece, e assim deve ser.
O animal, onde já não está e por isso de nada serve,
Mostra que já esteve, o que não serve para nada.


A recordação é uma criação à Natureza,
Porque a Natureza de ontem não é Natureza.
O que foi não é nada, e lembrar é não ver.


Passa, ave, passa, e ensina-me a passar!

*************************************Alberto Caeiro

herança drama queen



Minha bisavó apaixonada já ouvia.


Obrigado Glauco!


11 março 2010

Marcel Duchamp

Em 1913 tive a feliz ideia de juntar uma roda de bicicleta a um banco de cozinha e vê-la rodar. Alguns meses depois comprei uma reprodução barata de uma paisagem noturna de inverno, a que chamei de "Pharmacy", depois de acrescentar dois pequenos pontos, um vermelho e um amarelo, no horizonte. Em Nova York, em 1915, comprei numa loja de equipamentos uma pá de neve na qual escrevi "In Advance of the Broken Arm". Foi por esta época que a palavra "readymade" me veio a mente para designar esta forma de manifestação. Gostaria de deixar bem claro que a escolha destes "readymades" jamais foi ditada por deleite estético. A escolha foi feita com base em uma reação de indiferença visual e ao mesmo tempo em uma total ausência de bom ou mal gosto. De fato uma completa anestesia. Uma característica importante é a breve frase que eu ocasionalmente inscrevo no "readymade". Esta frase, em vez de descrever o objeto como um título, pretende conduzir a mente do espectador para outras regiões mais verbais. Algumas vezes adiciono um detalhe gráfico de representação, o qual, para satisfazer minha necessidade de aliterações, se chamraria "readymade aided". Em outro momento, desejando êxpor a antimonia [paradoxo] básica entre Arte e Readymade, imagineium Readymade Recíproco": usar im Rembrandt como uma tábua de passar!
Eu percebi muito cedo o perigo de repetir indiscrimanadamente esta forma de expressão, e decidi limitar a produção dos Readymades a um pequeno grupo anual. Eu estava consciente na época de que, para o espectador mais do que para o artista, arte é uma droga que cria o hábito, e eu queria proteger meus Readymades deste tipo de contaminação.

Outro aspecto do Readymade é a falta de unicidade... A réplica de um Readymade diz sempre o mesmo. Na verdade, a quase totalidade dos Readymades existentes hoje não é original no sentido tradicional. Uma última observação para este discurso egomaníaco: já que tubos de tinta usados pelos artistas são manufaturados e produtos "readymade", poderíamos concluir que todas as pinturas do mundo são "readymades aided", bem como trabalhos de assemblage.


08 março 2010

No Go Die

Oba!
de volta aí, 2010 - com certo atraso - em ritmo etíope!

a música é do Mulatu Astatke, e chama Yegelle Tazeta, mandando ver enquanto o menino lobo esquece todos os seus problemas, a la Hakuna Matata...

05 março 2010

Nada de Novo no Front

A polícia do Estado americano de Nova Jérsei ordenou que uma família cobrisse uma escultura de gelo inspirada na Vênus de Milo, depois da queixa de um vizinho.

Eliza Gonzalez esculpiu o dorso da mulher nua com seus filhos no jardim da frente de sua casa em Rahway depois de uma tempestade de neve.

Muitas pessoas elogiaram a escultura, mas um policial informou que um vizinho reclamou por considerá-la muito ousada.

O próprio policial que visitou a família elogiou a obra dizendo que ela era "muito boa", afirma a imprensa americana.

Entre as opções dadas pela polícia - de destruir a escultura ou cobri-la - Eliza Gonzalez e os filhos escolheram "vesti-la" com a parte de cima de um biquíni e uma canga.

"Mas achei que ela ficou mais sexualizada e 'objetificada' com as roupas", disse Gonzalez.

A casa é famosa pelas esculturas de gelo "criativas".

No ano passado, eles fizeram um busto bastante realista do então recém empossado presidente Barack Obama.


Retirado d'O Globo

27 fevereiro 2010

O mundo todo feito de vaga-lumes desviados da rota original
do amor perdido ao pedaço de pão sobre a mesa
todos temos um tempo para afogar-se
o amor pedindo perdão
coragem de doer

23 fevereiro 2010

cursos no sesc pompeia !

ATENÇAO

hoje e amanhã são os dias para se inscrever nos cursos de criatividade do sesc pompéia [post de FEV de 2010] !
hoje é odia de quem tem a carteirinha do sesc
amanha é o dia de quem não tem a carteirinha!

 eu aconselho o curso de gravura em metal... que vou fazer denovo esse ano! mas tem varios outros... fotografia, xilogravura, pintura, sei lá o que mais...

ó o que ta no site do sesc, desconsidere o que escrevi a cima, esse abaixo ta mais completo:

CURSOS REGULARES 1º SEMESTRE 2010 - OFICINAS DE CRIATIVIDADE E INTERNET LIVRE 0
SESC Pompeia

Inscrições: Dia 23/02 para comerciários nos cursos de Fotografia, Gravura, Pintura, Desenho e Aquarela. Dia 24/02 para usuários e interessados em geral nos cursos de Fotografia, Gravura, Pintura, Desenho e Aquarela. Dia 25/02 para comerciários nos cursos de Cerâmica, Tecelagem, Animação e Modelagem 3D. Dia 26/02 para usuários e interessados em geral nos cursos de Cerâmica, Tecelagem, Animação e Modelagem 3D. Devido ao número restrito de vagas será permitida apenas uma inscrição por pessoa.


 

JARAGUÁ, SINAIS, MANCHAS E SOMBRAS — Gravura em Metal (água-forte, água-tinta) — 46 X 59 cm —  1979. de Evandro Carlos Jardim. professor do curso do sesc!!

22 fevereiro 2010

Back to sampa!

Salve salve minha gente!
Muitos revelianos já estão de volta à terra da enchente!
Aguardem por muitas novidades!
E vamo que vamo!

20 fevereiro 2010

johncage_ 'a year from monday'

A     Chinaman
                                              (Kwang-tse
    tells)
                                          went     to
  sleep

                  and     dreamt
                            he     was
                                 a     butterfly.



          Later,                               when
he     awoke,

                                          he     asked
   himself,

                                       “Am     I     a
  butterfly

                         dreaming
                              that     I     am
                                            a      man?”

30 janeiro 2010

Não queria essa ressaca. Esse gosto de cigarro fumado na boca. Esse dormir quando os outros acordam. Não queria que ele a achasse só gostosa. Mas não queria muito mais do que isso, porque muito mais do que isso não daria certo ser. Queria sair pela rua mas sentia sono ressaca e gosto de cigarro fumado na boca. Acendeu um cigarro de frente para a tela em branco que a encarava, sombria. Sorriu. Fumou. Pensou. Lembrou da noite. Lembrou da noite. Por tantas e tantas vezes naquele dia tudo o que tinha feito era lembrar da noite. Ele assim. Ela na parede. Assim. Difícil não ficar pensando depois. O hoje quase ainda não tinha existido de tanta lembrança forte que o ontem tinha deixado. Resolveu dormir um pouco mais. Preciso ficar quieta. Mas a quietude não gosta dela. A quietude a massacra. A queitude grita no interior do seu ouvido um pagode na rua bem alto que atravessa o vidro da janela do seu quarto. Seu quarto não é imune ao ruído. Ninguém é.

27 janeiro 2010

mensagem do sato - ívios e prazer

Recebi esse email do grande SATO ja faz mais de um mes e, como estive por fora dos emails nesses tempos, só o li agora. Acho que ainda ta em tempo de publicá-lo aqui, em meio a esses dilúvios e enquanto a galera se guarda pra quando o carnaval chegar:

Amigos bons

2009. Ano após ano escrevo alguma parada no fim de ano. Talvez pra acobertar erros futuros ou prazeres passados. Sempre ter em mente. Passar. Livrar a cara. Mandar um basta. Tanto faz. Hoje é quase amanhã e tenho que começar de alguma forma. O fim de ano foi trevas. E no final, nem tanto, nem tanto. O dramaturgo levou 4 tiros, enfrentou a cidade furiosa e permaneceu. Provavelmente mais forte, porém, diferente. O casal perfeito provou a sua inexistência e passou dias nos tribunais do trânsito, antes de ensinar a filha que precisa olhar pros dois lados antes de atravessar. Estão diferentes, mas provavelmente mais fortes. Eu perdi uma grande amiga, sem me despedir, chorar em velas ou recortar fotos de jornal. Perdi e sei que perdi mais ainda, pois não a tinha mais. A distância em cidade grande triplica em dias de chuva. E o celular, quando não toca? E a mensagem quando a gente não manda? A gente depende tanto e reclama mais ainda, mas se conforta no perigo do desleixo. Afinal, a cidade grande faz barulho, a luz faz barulho, o silêncio faz barulho. Precisamos de mais apagões por ano, pra silenciar de verdade e parar de vibrar em repouso.
Eu já acho normal tanta coisa absurda. Todo moleque que vem me pedir grana no farol, acho normal. Acho normal nem procurar nos bolsos alguma moeda. Aquela gente triste que se aborrece depois que acontece alguma tragédia na porta de casa, acho normal. Acho normal não me sensibilizar pela sorte
alheia. A vizinhança que, em berros, desautoriza as leis democráticas de condominio em varais do hall social, acho normal. Acho normal se algum estampido surdo de um tapa ecoar pelos andares abaixo. Tanto nego, que na hora agá, na hora do vamos ver, se esconde no muro dos fundos, acho normal.
Acho normal que tudo é desculpa pra evolução da tolerância. E o que é absurdo afinal?
Temos que aquietar. Tudo é tão veloz e passageiro, o que fica? Temos que aquietar. Reconquistar os dias de descanso, rede, sono e sonho. Acordar por minutos, talvez horas. Acordar vendo a manhã virar dia. Temos que aquietar. Sentir a falta, saber do despreparo, do impróprio. Entender os limites do entendimento. Querer a despedida. Procurar a memoria tranquila e pendurar as fotografias. Temos que aquietar. Perceber os pequenos milagres cotidianos. Dar importância. Receber o recado. Deixar vingar apenas a serenidade. Em pratos quentes. E quando se aquieta assim, não digo pra aceitar a derrota ou
subir em cima do muro ou se tornar um arredio velho rabugento. Quando a nossa alma aquieta, estamos muito mais fortes pra enfrentar os dissabores, as dívidas mal-pagas, os atrasos da incoveniência. Libertos pra revolucionar a vizinhança com idéias mirabolantes, livros novos e gargalhadas afiadas. Alívio. E se alívio é prazer, já tá tudo certo. Além do prazer, precisamos de que afinal?
Prazer, mano, prazer. Tão simples como diferenciar novamente o que é normal e o que é absurdo. E o que é bom e ruim nisso. E o que queremos de verdade da normalidade e do absurdo. Na verdade. Só isso. A todos, silêncio. Aquietar um pouco pra, enfim, barulhar em fogos de artifício. Barulhar o alívio, barulhar o prazer. Isso em 2010 pra sempre.
Beijo a todos. Sato

23 janeiro 2010

BaiãobrasileirO



O homem que engarrafava nuvens, dirigido por Lírio Ferreira o documentário conta a história de Humberto Teixeira.

Indico aos que ficaram estão chegarão à terra da garoa (que está mais para terra do dilúvio...).

Viva!

08 janeiro 2010

Os viajantes do mundo à revelia, à revelia foram-se para longe, buscar quem mora longe, em terras baianas se encontram e deixaram o blog à revelia, ao Deus dará. E se Deus não dá, ó negos? Como é que vai ficar, o blog? Aqui tento preenchê-lo de letras paulistas, direto de uma mente alerta em centro de são paulo, cidade que suga, que foi só eu chegar pra tudo começar de uma vez só. E Adeus mar, Adeus mangue, Adeus porvinhas, vento bom, noite quente de pessoas quentes dançando e cantando a todo vapor. Aproveitem, Revelianos. E voltem cehois de palavras com sotaque baiano, pra dar só um gostinho aos nossos leitores famintos!