23 julho 2010

Estudo: Itamar Assumpção

Reparar que ele praticamente só usa voz, piano, baixo e bateria. Baixo e bateria ficam no contratempo, contrastando com o piano que marca mais o tempo. A voz fica solta, oscilando.
E como dá certo!

Música "Parece que bebe", de Itamar Assumpção


Música: "Ciúme do perfume", de Itamar Assumpção

TOM ZEH

Dia 24 de julho o cantor Tom Zé se apresenta no Comitê Club com sua apresentação “Pirulito da Ciência”.

O cantor apresenta esse show especial, que é mostra ao público a espinha dorsal de sua carreira. A apresentação retrata seu caminho artístico, com canções que se popularizaram e também aquelas que marcam suas decisões de percurso e escolhas estéticas. É o registro da produção artística e da viagem de um dos artistas mais singulares do Brasil

O show deu origem ao dvd e ao cd da gravadora Biscoito Fino. O dvd está sendo transmitido pelo Canal Brasil e foi dirigido por Charles Gavin, músico dos Titãs e pesquisador da mais interessante música popular brasileira.

Entre as canções, “Augusta, Angélica e Consolação”, “Nave Maria”, “Parque Industrial”, ” São São Paulo” e ” Classe Operária”.


Serviço
O Que: Tom Zé
Quando:
Sáb 24/07
às 00:00
Confira todas as datas
Quanto: R$30
Onde:
Comitê Club
Endereço: R. Augusta, 60 - Consolação - Centro. Telefone: (11) 3237-3068.

21 julho 2010

Mutaçãomutaçãotamutaçãomatutaçãoatumaçãoçãmutua

"Para avançar com a realidade movente, é nela que seria preciso reinserir-se. Instalem-se na mudança, vocês aprenderão ao mesmo tempo a mudança ela própria e os estados sucessivos nos quais ela poderia a todo instante imobilizar-se (...) toda tentativa de reconstruir a mudança com estados implica essa proposição absurda de que o movimento é feito de imobilidades"

Henri Bergson, A evolução criadora

newblu

11 julho 2010

O Beijo

"Toco a sua boca com um dedo, toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se, pela primeira vez, a sua boca entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar.

Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que minha mão escolheu e desenha no seu rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade, eleita por mim para desenhá-la com minha mão em seu rosto, e que, por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que minha mão desenha em você.

Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de ciclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõe-se, e os ciclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem, com um perfume antigo e um grande silêncio.

Então as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se estivéssemos com a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água."
Júlio Cortázar

08 julho 2010

REINBERT DE LEEUW

"A mim, nunca um intérprete me pareceu tão próximo do sem-tempo sugerido por Satie (as Gnossiennes, como se sabe, não têm barras de compasso)..."

(augusto de campos em artigo de 1983)




documentario em frances, poderias ser legendado não?: http://blog.erik-satie.com/archives/tag/parade

29 junho 2010

Museu no Complexo da Maré

Carlinhos explica como os aterros da Maré foram feitos pelos próprios moradores, com restos e sobras do cimento ora usado nas obras da Avenida Brasil, ora usado na construção da Linha Vermelha. O mar vai virar sertão. E é por isso que já não fazem mais sentido as palafitas que se sustentavam sobre quatro ou mais patas no alagadiço do que foi a Maré de Dona Orosina, a primeira moradora a chegar na região e montar sua casa com pedaços de madeira que vinham boiando nas marolas da baía. Vem gente de tudo quanto é estado. Vem principalmente gente que trabalhava mesmo na construção da Avenida Brasil e da Linha Vermelha, as principais linhas de acesso do centro ao subúrbio (jeito carioca de falar periferia). Lacerda viu os aterros e levou à Maré a Nova Holanda. Ou levou à Nova Holanda a Maré. E Carlinhos disse que no início havia alguma resistência a gente desta ou daquela comunidade, mas que hoje em dia, as coisas não são tanto assim. A Maré, para quem não sabe, não é exatamente UMA favela, são dezesseis. São dezesseis comunidades, que, unidas, formam o Complexo da Maré. Um bairro. Minha idéia é justamente estudar o que de cidadão teve o jornalismo e a mídia de maneira geral para aquelas comunidades. Há mais ou menos 30 anos foi o jornal comunitário União da Maré o que primeiro forjou a idéia de comunidades unidas. Comunidades que eram unidades de um todo, e a coisa, portanto, não era simples, era complexo.

retirada do blog de Viktor

http://blog.contoaberto.org/tag/favela/

PULSAR

Esculturas para a casa do vento



incrivel!!!!!!!!!!!!!!

Presentes do dia

Ontem vinha do suburbio do Rio de Janeiro de trem... Um menino negro de aparentemente 16 anos, sentou-se (ainda que o trem estivesse vazio) no batente da janela. Misto de liberdade no corpo e de ginga social... equilibrando na mão um cigarro não aceso e na outra pensamentos que corriam feito as favelas.

Decemos todos na central do Brasil. Ele veio andando na minha direção e me perguntou se eu sabia como ele pegava o trem para bjahsdjah, eu não entendi e perguntei mostrando interesse: "que?" e ele sorriu para mim de um jeito tão bonito e alegre, como poucas vezes vi na vida.

Que bonito é receber inesperadamente uma abertura sincera ao um outro mundo, para além da linha dos olhos dos outros.

18 junho 2010

mallarmé por debussy


"Se a música moderna teve um ponto de partida preciso, podemos identificá-lo nesta melodia para flauta que abre o Prelude à l'Apres-Midi d'un Faune de Claude Debussy (1862-1918). [...]
Uma das principais características de música moderna, na acepção não estritamente cronológica, é a sua libertação do sistema de tonalidades maior e menor que motivou e deu coerencia a quase toda a música ocidental desde o século XVII. Neste sentido, o Prélude de Debussy incontestavelmente anuncia a música moderna. Suavemente ele se liberta da tonalidade diatônica (maior-menor), o que não significa que seja atonal, mas apenas que as velhass relações harmônicas já não têm caráter imperativo. Em certos momentos, Debussy deixa pairar uma dúvida sobre a tonalidade, como nos dois primeiros compassos da citada melodia para flauta, onde preenche o espaço entre dó sustenido e sol: todas as notas são incluídas, e não apenas aquelas que permitiriam identificar uma espécifica tonalidade maior ou menor. Além disso, o intervalo harmônico – um trítono – é o mais hostil ao sitema diatônico, o "diabolus in musica", como o denominavam os teóricos medievais. Debussy não persiste neste caminho, pois seu terceiro compasso registra uma resolução na tonalidade de si maior. Mas a harmonia diatônica é agora apenas uma possibilidade entre muitas, não necessariamente a mais importante, nem necessariamente determinante da forma e da função. [...]"

pags 7 e 8 do livro A Música Moderna de Paul Griffiths, que me indicaram pra tentar compreender melhor esse universo maluco. Quanto a peça ela é assim definida num encarte duma coletania que tenho aqui em casa:

"São pouco mais de 10 minutos de pura magia sonora. Debussy escreveu essa peça a partir do poema de Mallarmé, l'Apres-Midi d'un Faune, em 1892- 94, para fazer brilhar o bailarino Vaslav Nijinsky. Eis a descrição do compositor: "Ela não pretende ser, de modo algum, uma síntese do poema, mas uma ilustração muito livre. É antes a sucessão de cenários através dos quais movem-se os desejos e os sonhos do Fauno no calor dessa tarde".

Decio Pignatari traduziu o poema, logo o transcreverei aqui. Abaixo uma apresentação da peça em 1972, com o maestro Stokowski aos 90 anos:







* o Tata ja tinha falado sobre essa obra. Click aqui

17 junho 2010

Pássaros vooam até em conchas

luz

Parque Laje


Um dos lugares mais interessantes de se conhecer no Rio de Janeiro.
E uma Escola de Artes!

Tamo vivo, é para aproveitar as belezas!




Queridos,

Resolvi compartilhar as fotos das minhas andaças...são muitas...então to pensando em criar um blog também. Porque assim posso ir postando tudo que vou descobrindo entre o samba, a Amazônia, o Rio de Janeiro, as aldeias Guarani , o México e etc. Com bastante história e informações...

Ponho algumas fotos da minha última viagem a Ilha Grande, onde pude rever a vida por um ângulo tão mais bonito.

Sinto muita falta dos amigos para compartilhar essas imensas e simples coisas que a vida nos proporciona se fazermos um esforcinho para ir atrás delas. As vezes, diante da força de tanta beleza...paro e penso, acaso não é isso que temos que forjar nos dias?

Amor
e saudades
Anita.


obs: Sexta-feira que vem tem minha despedida. To voltando a morar no Rio.
Estão todos convidados.

14 junho 2010

coisa boa de se ouvir

http://www.myspace.com/marinawisnik

fui num show dela no SESC e viciei!
Aproveito para compartilhar com o Mundo, depois de muito tempo sem aparecer!
beijos, clá