31 julho 2010
27 julho 2010
23 julho 2010
Estudo: Itamar Assumpção
Reparar que ele praticamente só usa voz, piano, baixo e bateria. Baixo e bateria ficam no contratempo, contrastando com o piano que marca mais o tempo. A voz fica solta, oscilando.
E como dá certo!
Música "Parece que bebe", de Itamar Assumpção
Música: "Ciúme do perfume", de Itamar Assumpção
E como dá certo!
Música "Parece que bebe", de Itamar Assumpção
Música: "Ciúme do perfume", de Itamar Assumpção
TOM ZEH
Dia 24 de julho o cantor Tom Zé se apresenta no Comitê Club com sua apresentação “Pirulito da Ciência”.
O cantor apresenta esse show especial, que é mostra ao público a espinha dorsal de sua carreira. A apresentação retrata seu caminho artístico, com canções que se popularizaram e também aquelas que marcam suas decisões de percurso e escolhas estéticas. É o registro da produção artística e da viagem de um dos artistas mais singulares do Brasil
O show deu origem ao dvd e ao cd da gravadora Biscoito Fino. O dvd está sendo transmitido pelo Canal Brasil e foi dirigido por Charles Gavin, músico dos Titãs e pesquisador da mais interessante música popular brasileira.
Entre as canções, “Augusta, Angélica e Consolação”, “Nave Maria”, “Parque Industrial”, ” São São Paulo” e ” Classe Operária”.
Serviço
O Que: Tom Zé
Quando:
Sáb 24/07
às 00:00
Confira todas as datas
Quanto: R$30
Onde:
Comitê Club
Endereço: R. Augusta, 60 - Consolação - Centro. Telefone: (11) 3237-3068.
O cantor apresenta esse show especial, que é mostra ao público a espinha dorsal de sua carreira. A apresentação retrata seu caminho artístico, com canções que se popularizaram e também aquelas que marcam suas decisões de percurso e escolhas estéticas. É o registro da produção artística e da viagem de um dos artistas mais singulares do Brasil
O show deu origem ao dvd e ao cd da gravadora Biscoito Fino. O dvd está sendo transmitido pelo Canal Brasil e foi dirigido por Charles Gavin, músico dos Titãs e pesquisador da mais interessante música popular brasileira.
Entre as canções, “Augusta, Angélica e Consolação”, “Nave Maria”, “Parque Industrial”, ” São São Paulo” e ” Classe Operária”.
Serviço
O Que: Tom Zé
Quando:
Sáb 24/07
às 00:00
Confira todas as datas
Quanto: R$30
Onde:
Comitê Club
Endereço: R. Augusta, 60 - Consolação - Centro. Telefone: (11) 3237-3068.
21 julho 2010
Mutaçãomutaçãotamutaçãomatutaçãoatumaçãoçãmutua
"Para avançar com a realidade movente, é nela que seria preciso reinserir-se. Instalem-se na mudança, vocês aprenderão ao mesmo tempo a mudança ela própria e os estados sucessivos nos quais ela poderia a todo instante imobilizar-se (...) toda tentativa de reconstruir a mudança com estados implica essa proposição absurda de que o movimento é feito de imobilidades"
Henri Bergson, A evolução criadora
Henri Bergson, A evolução criadora
11 julho 2010
O Beijo
"Toco a sua boca com um dedo, toco o contorno da sua boca, vou desenhando essa boca como se estivesse saindo da minha mão, como se, pela primeira vez, a sua boca entreabrisse, e basta-me fechar os olhos para desfazer tudo e recomeçar.
Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que minha mão escolheu e desenha no seu rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade, eleita por mim para desenhá-la com minha mão em seu rosto, e que, por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que minha mão desenha em você.
Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de ciclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõe-se, e os ciclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem, com um perfume antigo e um grande silêncio.
Então as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se estivéssemos com a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água."
Júlio Cortázar
Faço nascer, de cada vez, a boca que desejo, a boca que minha mão escolheu e desenha no seu rosto, uma boca eleita entre todas, com soberana liberdade, eleita por mim para desenhá-la com minha mão em seu rosto, e que, por um acaso, que não procuro compreender, coincide exatamente com a sua boca, que sorri debaixo daquela que minha mão desenha em você.
Você me olha, de perto me olha, cada vez mais de perto, e então brincamos de ciclope, olhamo-nos cada vez mais de perto e nossos olhos se tornam maiores, se aproximam uns dos outros, sobrepõe-se, e os ciclopes se olham, respirando confundidos, as bocas encontram-se e lutam debilmente, mordendo-se com os lábios, apoiando ligeiramente a língua nos dentes, brincando nas suas cavernas, onde um ar pesado vai e vem, com um perfume antigo e um grande silêncio.
Então as minhas mãos procuram afogar-se no seu cabelo, acariciar lentamente a profundidade do seu cabelo, enquanto nos beijamos como se estivéssemos com a boca cheia de flores ou de peixes, de movimentos vivos, de fragrância obscura. E se nos mordemos, a dor é doce; e se nos afogamos num breve e terrível absorver simultâneo de fôlego, essa instantânea morte é bela. E já existe uma só saliva e um só sabor de fruta madura, e eu sinto você tremular contra mim, como uma lua na água."
Júlio Cortázar
08 julho 2010
REINBERT DE LEEUW
"A mim, nunca um intérprete me pareceu tão próximo do sem-tempo sugerido por Satie (as Gnossiennes, como se sabe, não têm barras de compasso)..."
(augusto de campos em artigo de 1983)
documentario em frances, poderias ser legendado não?: http://blog.erik-satie.com/archives/tag/parade
(augusto de campos em artigo de 1983)
documentario em frances, poderias ser legendado não?: http://blog.erik-satie.com/archives/tag/parade
07 julho 2010
29 junho 2010
Museu no Complexo da Maré
Carlinhos explica como os aterros da Maré foram feitos pelos próprios moradores, com restos e sobras do cimento ora usado nas obras da Avenida Brasil, ora usado na construção da Linha Vermelha. O mar vai virar sertão. E é por isso que já não fazem mais sentido as palafitas que se sustentavam sobre quatro ou mais patas no alagadiço do que foi a Maré de Dona Orosina, a primeira moradora a chegar na região e montar sua casa com pedaços de madeira que vinham boiando nas marolas da baía. Vem gente de tudo quanto é estado. Vem principalmente gente que trabalhava mesmo na construção da Avenida Brasil e da Linha Vermelha, as principais linhas de acesso do centro ao subúrbio (jeito carioca de falar periferia). Lacerda viu os aterros e levou à Maré a Nova Holanda. Ou levou à Nova Holanda a Maré. E Carlinhos disse que no início havia alguma resistência a gente desta ou daquela comunidade, mas que hoje em dia, as coisas não são tanto assim. A Maré, para quem não sabe, não é exatamente UMA favela, são dezesseis. São dezesseis comunidades, que, unidas, formam o Complexo da Maré. Um bairro. Minha idéia é justamente estudar o que de cidadão teve o jornalismo e a mídia de maneira geral para aquelas comunidades. Há mais ou menos 30 anos foi o jornal comunitário União da Maré o que primeiro forjou a idéia de comunidades unidas. Comunidades que eram unidades de um todo, e a coisa, portanto, não era simples, era complexo.
retirada do blog de Viktor
http://blog.contoaberto.org/tag/favela/
retirada do blog de Viktor
http://blog.contoaberto.org/tag/favela/
Presentes do dia
Ontem vinha do suburbio do Rio de Janeiro de trem... Um menino negro de aparentemente 16 anos, sentou-se (ainda que o trem estivesse vazio) no batente da janela. Misto de liberdade no corpo e de ginga social... equilibrando na mão um cigarro não aceso e na outra pensamentos que corriam feito as favelas.
Decemos todos na central do Brasil. Ele veio andando na minha direção e me perguntou se eu sabia como ele pegava o trem para bjahsdjah, eu não entendi e perguntei mostrando interesse: "que?" e ele sorriu para mim de um jeito tão bonito e alegre, como poucas vezes vi na vida.
Que bonito é receber inesperadamente uma abertura sincera ao um outro mundo, para além da linha dos olhos dos outros.
Decemos todos na central do Brasil. Ele veio andando na minha direção e me perguntou se eu sabia como ele pegava o trem para bjahsdjah, eu não entendi e perguntei mostrando interesse: "que?" e ele sorriu para mim de um jeito tão bonito e alegre, como poucas vezes vi na vida.
Que bonito é receber inesperadamente uma abertura sincera ao um outro mundo, para além da linha dos olhos dos outros.
22 junho 2010
18 junho 2010
mallarmé por debussy
"Se a música moderna teve um ponto de partida preciso, podemos identificá-lo nesta melodia para flauta que abre o Prelude à l'Apres-Midi d'un Faune de Claude Debussy (1862-1918). [...]
Uma das principais características de música moderna, na acepção não estritamente cronológica, é a sua libertação do sistema de tonalidades maior e menor que motivou e deu coerencia a quase toda a música ocidental desde o século XVII. Neste sentido, o Prélude de Debussy incontestavelmente anuncia a música moderna. Suavemente ele se liberta da tonalidade diatônica (maior-menor), o que não significa que seja atonal, mas apenas que as velhass relações harmônicas já não têm caráter imperativo. Em certos momentos, Debussy deixa pairar uma dúvida sobre a tonalidade, como nos dois primeiros compassos da citada melodia para flauta, onde preenche o espaço entre dó sustenido e sol: todas as notas são incluídas, e não apenas aquelas que permitiriam identificar uma espécifica tonalidade maior ou menor. Além disso, o intervalo harmônico – um trítono – é o mais hostil ao sitema diatônico, o "diabolus in musica", como o denominavam os teóricos medievais. Debussy não persiste neste caminho, pois seu terceiro compasso registra uma resolução na tonalidade de si maior. Mas a harmonia diatônica é agora apenas uma possibilidade entre muitas, não necessariamente a mais importante, nem necessariamente determinante da forma e da função. [...]"
pags 7 e 8 do livro A Música Moderna de Paul Griffiths, que me indicaram pra tentar compreender melhor esse universo maluco. Quanto a peça ela é assim definida num encarte duma coletania que tenho aqui em casa:
"São pouco mais de 10 minutos de pura magia sonora. Debussy escreveu essa peça a partir do poema de Mallarmé, l'Apres-Midi d'un Faune, em 1892- 94, para fazer brilhar o bailarino Vaslav Nijinsky. Eis a descrição do compositor: "Ela não pretende ser, de modo algum, uma síntese do poema, mas uma ilustração muito livre. É antes a sucessão de cenários através dos quais movem-se os desejos e os sonhos do Fauno no calor dessa tarde".
Decio Pignatari traduziu o poema, logo o transcreverei aqui. Abaixo uma apresentação da peça em 1972, com o maestro Stokowski aos 90 anos:
* o Tata ja tinha falado sobre essa obra. Click aqui
17 junho 2010
Tamo vivo, é para aproveitar as belezas!


Queridos,
Resolvi compartilhar as fotos das minhas andaças...são muitas...então to pensando em criar um blog também. Porque assim posso ir postando tudo que vou descobrindo entre o samba, a Amazônia, o Rio de Janeiro, as aldeias Guarani , o México e etc. Com bastante história e informações...
Ponho algumas fotos da minha última viagem a Ilha Grande, onde pude rever a vida por um ângulo tão mais bonito.
Sinto muita falta dos amigos para compartilhar essas imensas e simples coisas que a vida nos proporciona se fazermos um esforcinho para ir atrás delas. As vezes, diante da força de tanta beleza...paro e penso, acaso não é isso que temos que forjar nos dias?
Amor
e saudades
Anita.
obs: Sexta-feira que vem tem minha despedida. To voltando a morar no Rio.
Estão todos convidados.
16 junho 2010
14 junho 2010
coisa boa de se ouvir
http://www.myspace.com/marinawisnik
fui num show dela no SESC e viciei!
Aproveito para compartilhar com o Mundo, depois de muito tempo sem aparecer!
beijos, clá
fui num show dela no SESC e viciei!
Aproveito para compartilhar com o Mundo, depois de muito tempo sem aparecer!
beijos, clá
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