Já que estamos crescendo e aparentemente sendo lidos por pessoas do estado de SP, por Goiás, Minas, Rio, Portugal, Argentina e vez em quando EUA, prometo começar a buscar novidades para postar sobre esses lugares... Quem sabe até vocês mesmos não poderiam nos enviar coisas?! Estamos abertos!
De Minas eu sei que o Grupo Corpo começa turnê em agosto em SP e depois em Brasília, BH e Porto Alegre. Vide: http://www.grupocorpo.com.br/site
De Goiás, (ou de Brasília?) tem o cantor Rubi, que adoro:
Na Argentina tem a nova escola de cinema; a mais promissora do mundo, encabeçada por Tatá, nosso sócio! (vejam posts abaixo)
Do Rio, tem a minha prima, Lia Rodrigues, coreógrafa muito boa, com projeto incrível na Maré - revelia na alma!
http://www.photo-ap.net/gallerie/gallerie.php?menutitre=liar
E em Portugal conheço uns Fados.
Aliás, a nossa saudade é muito menos melancólica que a deles... a nossa é uma tristeza que balança...
24 julho 2009
23 julho 2009
Feitos de Caymmi
É a segunda vez na qual escrevo sob forma de protesto.
A primeira havia sido sobre a mitificação européia sobre Buenos Aires.
(Talvez toda palavra aqui seja dirigida com certo grau de protesto; uma indiferença na qual o mundo se dá a pequenos valores, que em conjunto, nós Revelia, tentamos resgatá-los. Uma pena que a própria cultura virou o politicamente incorreto)
Aqui reclamo em nome de Caymmi, que não se faz presente na lista ao lado.
Reclamo pela força-matriz da Bahia como identidade, do caráter simplório do pescador, do orgulho do mar e da sabedoria do conhecimento técnico, inerente ao povo do mar, aliterado e excluído da sociedade Brasil-carnaval. Sem saber, o Brasil-carnaval deve agradecer a Caymmi por todos os "sambas, suores, e cervejas", pois sem ele não haveria o abaeté de Caetano, o Oxum de Maria Bethânia, o macaco de cada galho nosso de Gilberto Gil.
Pois faz-te conhecido, Caymmi, sê presente nesse povo que te agradece, sem saber, agradecendo a cada ida ao Pelourinho e ao bom e velho acarajé da Cira lá no Rio Vermelho de São Salvador.
E vós, fazei-vos verdadeiros brasileiros, ponde a conhecer as obras do Baiano.
Cliquai em vossos teclados, abri a Wikipédia e contemplai um de nossos mestres ao qual o tempo só se nos permite em pretéritos antigos, pronomes não mais conjecturados.
Reclamo pelo meu nome, pela baianidade inerente ao povo-carnaval, por todos os trio-elétricos que brevíssimos oito meses hão de conjecturar tua identidade.
Obrigado Caymmi, mais uma vez.
A primeira havia sido sobre a mitificação européia sobre Buenos Aires.
(Talvez toda palavra aqui seja dirigida com certo grau de protesto; uma indiferença na qual o mundo se dá a pequenos valores, que em conjunto, nós Revelia, tentamos resgatá-los. Uma pena que a própria cultura virou o politicamente incorreto)
Aqui reclamo em nome de Caymmi, que não se faz presente na lista ao lado.
Reclamo pela força-matriz da Bahia como identidade, do caráter simplório do pescador, do orgulho do mar e da sabedoria do conhecimento técnico, inerente ao povo do mar, aliterado e excluído da sociedade Brasil-carnaval. Sem saber, o Brasil-carnaval deve agradecer a Caymmi por todos os "sambas, suores, e cervejas", pois sem ele não haveria o abaeté de Caetano, o Oxum de Maria Bethânia, o macaco de cada galho nosso de Gilberto Gil.
Pois faz-te conhecido, Caymmi, sê presente nesse povo que te agradece, sem saber, agradecendo a cada ida ao Pelourinho e ao bom e velho acarajé da Cira lá no Rio Vermelho de São Salvador.
E vós, fazei-vos verdadeiros brasileiros, ponde a conhecer as obras do Baiano.
Cliquai em vossos teclados, abri a Wikipédia e contemplai um de nossos mestres ao qual o tempo só se nos permite em pretéritos antigos, pronomes não mais conjecturados.
Reclamo pelo meu nome, pela baianidade inerente ao povo-carnaval, por todos os trio-elétricos que brevíssimos oito meses hão de conjecturar tua identidade.
Obrigado Caymmi, mais uma vez.
22 julho 2009
cento e um
Um lapso.
Lápis desenhando o risco tênue dos seus cílios inferiores (eu quis ser desenhista e mal virei um escritor).
Escrever é desenhar com palavras na imaginação dos que nos lêem. Escrever é bênção e alívio, prazer e dor. De nunca acertar. De estar em busca todos os dias. De enfrentar falta de idéia, palavras que nunca preenchem, buraco na alma. Enfrentar, insônia adentro, o silêncio insuportável de uma rua inabitada. Cabeça inabitada.
Então escrevo sobre:
Dificuldade de encontrar o outro que me foge eternamente por entre os dedos, vivo tapando sol com peneira, tentando te buscar de peneira e alçapões nas minhas mãos duras de quem ama até demais. Mas quando? O amor te machuca não é? O amor te arranha te cospe na cara te xinga na madrugada. Te liga e te acorda cheio de rancor, o amor, essa besta desvairada. Essa coisa feita sei lá de que substância que às vezes corrói e arde quando entra em contato com a pele. Eu só queria que. Só queria. Você e só. Só você só pra mim. Você só pra mim. Você pra mim e só. Doença esse amor compulsivo esse amor enjoado egoísta mesquinho.
Quando você se esquece de mim e eu me esqueço de ser sã. O amor me possui me retorce e me transformo em monstra desvairada Medéia maluca de amor nas veias. Então é tarde. Nada segura ou contém. Jogo tudo no lixo, cuspo no seu nome, te juro o ódio mais horroroso. Aí é tarde. Porque você se volta contra o meu amor doente e não quer mais compactuar.
E a Medéia vira cordeiro manso rapidinho pra não te perder. A Medéia morde a língua e esquece de tudo pra não te perder. Vira Ofélia num instante. E diz que estava possuída, sei lá o que me deu, essas coisas, a Lua, a TPM, acho que to no meu inferno astral. Não, aquela ali não era eu, não, imagine, como pode? Eu sou essa aqui, meu amor, você me conhece, não é? Eu jamais seria capaz de.
A sombra às vezes é tão imensa que até nós mesmos nos recusamos a olhá-la de frente.
21 julho 2009
o processo da escrita (clarice lispector)
O processo de escrever é feito de erros – a maioria essenciais – de coragem e preguiça, desespero e esperança, de vegetativa atenção, de sentimento constante (não pensamento) que não conduz a nada e de repente aquilo que se pensou que era ‘nada’ era o próprio assustador contato com a tessitura de viver – e esse instante de reconhecimento (igual a uma revelação) precisa ser recebido com a maior inocência, com a inocência de que se é feito. O processo de escrever é difícil? Mas é como chamar de difícil o modo extremamente e caprichoso e natural como uma flor é feita. (’Mamãe’, disse-me o menino – ‘o mar está lindo, verde com azul, e com ondas! Está todo anaturezado! Todo sem ninguém ter feito ele!’) A impaciência enorme ao trabalhar (ficar de pé junto da planta para vê-la crescer e não se vê nada) não é em relação à coisa propriamente dita, mas à paciência monstruosa que se tem (a planta cresce de noite). Como se dissesse: ‘não suporto um minuto mais ser tão paciente’, ‘a paciência do relojoeiro me enerva’ etc. O que impacienta mais é a pesada paciência vegetativa, boi servindo ao arado.
"Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra.Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca, alguma coisa se escreveu."
20 julho 2009
14 julho 2009
El Hombre de la Coladera
Estréia do Homem do Ralo no Mundo à Revelia.
Achei melhor postar num link para não nos sobrecarregarmos visualmente.
Dale che.
Achei melhor postar num link para não nos sobrecarregarmos visualmente.
Dale che.
13 julho 2009
educação
http://www.youtube.com/watch?v=XaskFHAzjzk&feature=player_embedded
Depois de horas rápidas e curtidas de conversa com nossa nova companheira Anita, não fiz muito esforço pra encontrar essa preciosidade audiovisual (OUÇA O LINK aCIMA). Na verdade, foi a preciosidade que me achou, naturalmente, me recompensando (já que são cinco e meia da manha). Alguem sabe onde encontrar esse programa na integra?
...
na minha ditadura, todos os canais de tv passariam diariamente, das 20h30 as 21h15, alguma jóia musical brasileira de seus acervos... de preferencia todos transmitiriam o mesmo programa, assim, que nem os horarios politicos.
isso ensinaria um bocado aos telespectadores, que nem precisariam deixar de ser telespectadores. sem lição de casa!!
programa de tv tem q ter teor educativo e viva minha ditadura!
a musica brasileira - a cultura brasileira em geral, perdeu referencias ilustres... entrou e se perdeu na sala de espelhos do playcenter. Porém, graças ao youtube, por exemplo, percebo que está encontrando a saída. (cada um encontrando a sua, o que atrasa um pouco e cria tumulto).
Quem sabe quem foi dino 7 cordas?... vcs que acessam esse blog pode ser que com certeza, mas e os outros tantos?
muita coisa boa esse brasilzão produziu, e foi tanta, que estagnou um pouco (junto com o mundo ocidental blá blá sei lá...). o futuro é promissor!! o importante é lembrar que recordar é viver! e viver não é o que a gente mais gosta?!
ANTROPOFAGIA
heim? *daniel
Depois de horas rápidas e curtidas de conversa com nossa nova companheira Anita, não fiz muito esforço pra encontrar essa preciosidade audiovisual (OUÇA O LINK aCIMA). Na verdade, foi a preciosidade que me achou, naturalmente, me recompensando (já que são cinco e meia da manha). Alguem sabe onde encontrar esse programa na integra?
...
na minha ditadura, todos os canais de tv passariam diariamente, das 20h30 as 21h15, alguma jóia musical brasileira de seus acervos... de preferencia todos transmitiriam o mesmo programa, assim, que nem os horarios politicos.
isso ensinaria um bocado aos telespectadores, que nem precisariam deixar de ser telespectadores. sem lição de casa!!
programa de tv tem q ter teor educativo e viva minha ditadura!
a musica brasileira - a cultura brasileira em geral, perdeu referencias ilustres... entrou e se perdeu na sala de espelhos do playcenter. Porém, graças ao youtube, por exemplo, percebo que está encontrando a saída. (cada um encontrando a sua, o que atrasa um pouco e cria tumulto).
Quem sabe quem foi dino 7 cordas?... vcs que acessam esse blog pode ser que com certeza, mas e os outros tantos?
muita coisa boa esse brasilzão produziu, e foi tanta, que estagnou um pouco (junto com o mundo ocidental blá blá sei lá...). o futuro é promissor!! o importante é lembrar que recordar é viver! e viver não é o que a gente mais gosta?!
ANTROPOFAGIA
heim? *daniel
12 julho 2009
História da Arte de nosso continente - POR TI AMÉRICA.
O DESENHO DA PALAVRA
http://www.desenhodapalavra.com/
O Daniel Scandurra que me convidou...para falar desse tipo de arte, o nosso, de nosso continente, que é - infelismente - tão pouco conhecido. Desconhecemos quase que por completo a História da Arte da América, embora ela seja tão milenar e maravilhosa cheia de artistas, estilos, belezas, tal como acontece na História da arte Européia - tão mais (não sendo um exagero dizer que quase que exclusivamente) estudada e debatida.
Por me comover com as belezas criadas em nosso continente, com os engenhos criativos e imaginação infinita dos artistas de nossa terra... ( e por não aceitar essa herança colonial que despreza o que é autentico daqui) eu desenvolvi um site que se chama o DESENHO DA PALAVRA para falar sobre as artes e a escrita desenvolvida milenarmente na américa...pelas culturas originárias daqui...as culturas indígenas, que ao contrário do que a maioria pensa não são exteriores a nós, são matrizes fundamentais de nossa identidade brasileira e latinoamericana tal como e tanto quanto, europeus e africanos entre outros...
Bem, o site tem bastante fotos e informações sobre a arte ( concepção moderna do que é arte, a arte milenar da américa, a arte indigena , o que é escrita) e outras informações , desenhos e poesias visuais.
Beijosssssssssssssss especiais para o Caio que nao vejo a um montão de tempo e que sinto saudades.
Espero que se divirtam...
Anita Moreira.
“ Eu quis pelo desenho e pela cor, uma vez que eram essas minhas armas, penetrar sempre mais no conhecimento do mundo e dos homens, a fim de que esse conhecimento nos libere a todos cada dia mais...Agora compreendo que isso só não é suficiente; esses anos de terrível opressão me demonstraram que devo combater não só através da minha arte, mas de todo o meu ser.” Pablo Picasso.
http://www.desenhodapalavra.
O Daniel Scandurra que me convidou...para falar desse tipo de arte, o nosso, de nosso continente, que é - infelismente - tão pouco conhecido. Desconhecemos quase que por completo a História da Arte da América, embora ela seja tão milenar e maravilhosa cheia de artistas, estilos, belezas, tal como acontece na História da arte Européia - tão mais (não sendo um exagero dizer que quase que exclusivamente) estudada e debatida.
Por me comover com as belezas criadas em nosso continente, com os engenhos criativos e imaginação infinita dos artistas de nossa terra... ( e por não aceitar essa herança colonial que despreza o que é autentico daqui) eu desenvolvi um site que se chama o DESENHO DA PALAVRA para falar sobre as artes e a escrita desenvolvida milenarmente na américa...pelas culturas originárias daqui...as culturas indígenas, que ao contrário do que a maioria pensa não são exteriores a nós, são matrizes fundamentais de nossa identidade brasileira e latinoamericana tal como e tanto quanto, europeus e africanos entre outros...
Bem, o site tem bastante fotos e informações sobre a arte ( concepção moderna do que é arte, a arte milenar da américa, a arte indigena , o que é escrita) e outras informações , desenhos e poesias visuais.
Beijosssssssssssssss especiais para o Caio que nao vejo a um montão de tempo e que sinto saudades.
Espero que se divirtam...
Anita Moreira.
“ Eu quis pelo desenho e pela cor, uma vez que eram essas minhas armas, penetrar sempre mais no conhecimento do mundo e dos homens, a fim de que esse conhecimento nos libere a todos cada dia mais...Agora compreendo que isso só não é suficiente; esses anos de terrível opressão me demonstraram que devo combater não só através da minha arte, mas de todo o meu ser.” Pablo Picasso.
Alejandra Icaza
Fui na exposição que tem dela na Galeria Fortes Vilaça e não gostei... acho que não gosto dessa galeria... quem sabe uma exposição mais profunda, ampla, variada da artista seria melhor. (Será que ela tem coisas mais variadas e profundas? Estudou em tantos lugares para fazer isso...)
Fui na exposição do MAC e também achei ruim. (MAC e ruim são sinônimos ou eu que estou azedo?) Agora essa onda de exposição francesa... colocam na parede qualquer coisa francesa, tudo desordenado, tudo sem sentido e pronto, voilà! Parece que tem algum fenômeno que acontece no Atlântico que faz as coisas chegarem aqui do jeito oposto. Perde-se a profundidade francesa e ficamos com... o quê?
Ai, como as artes plásticas são maltratadas no Brasil...

Las medusas de Matisse, 2009, Icaza
Fui na exposição do MAC e também achei ruim. (MAC e ruim são sinônimos ou eu que estou azedo?) Agora essa onda de exposição francesa... colocam na parede qualquer coisa francesa, tudo desordenado, tudo sem sentido e pronto, voilà! Parece que tem algum fenômeno que acontece no Atlântico que faz as coisas chegarem aqui do jeito oposto. Perde-se a profundidade francesa e ficamos com... o quê?
Ai, como as artes plásticas são maltratadas no Brasil...

Las medusas de Matisse, 2009, Icaza
03 julho 2009
02 julho 2009
26 junho 2009
22 junho 2009
Eu ainda preciso amadurecer uma idéia.
Ela me veio; como obra pré-formatada e não como uma inspiração.
Veja a diferença:
Se a idéia viesse como uma musa, eu sentado debaixo de uma pessegueira, escrevendo em meu caderninho de devaneios, numa bela tarde outonal, aí sim seria acometido em realizá-la, dar-lhe a forma que merece.
Mas estou mais para ator coadjuvnte nessa história, e nela não há caderninho de devaneios muito menos árvores pessegueira. Percebi ontem que ter um papel secundário - não em relação a você mesmo, mas em relação ao Público em geral - não é assim tão ruim. Você pode escolher seu caminho mais livremente, morrer na amargura do anonimato (a Besta do século XXI) e rir-se postumamente, como fez Brás Cubas.
Por enquanto, nada além dessa minha imagem a passar para os outros.
Ela causa uma certa reverberação, admito, mas como toda pedrinha n'água um dia afunda e aquieta-se.
Não é tristeza.
Ela me veio; como obra pré-formatada e não como uma inspiração.
Veja a diferença:
Se a idéia viesse como uma musa, eu sentado debaixo de uma pessegueira, escrevendo em meu caderninho de devaneios, numa bela tarde outonal, aí sim seria acometido em realizá-la, dar-lhe a forma que merece.
Mas estou mais para ator coadjuvnte nessa história, e nela não há caderninho de devaneios muito menos árvores pessegueira. Percebi ontem que ter um papel secundário - não em relação a você mesmo, mas em relação ao Público em geral - não é assim tão ruim. Você pode escolher seu caminho mais livremente, morrer na amargura do anonimato (a Besta do século XXI) e rir-se postumamente, como fez Brás Cubas.
Por enquanto, nada além dessa minha imagem a passar para os outros.
Ela causa uma certa reverberação, admito, mas como toda pedrinha n'água um dia afunda e aquieta-se.
Não é tristeza.
19 junho 2009
15 junho 2009
10 junho 2009
Brasilidade
Como esse é um tema recorrente nesse blog, e do qual gosto muito, por que não falar um pouco mais dessa "brasilidade"? Aí vai:
"Nós brasileiros estamos firmemente persuadidos, no fundo de nossos corações, que sobreviveremos ao fim do mundo que acontecerá um dia. Fundaremos então um reino de justiça, pois somos o único povo da terra que pratica diariamente a lógica do ilógico, como prova nossa política."
(Tentativa de explicação de Guimarães Rosa a um alemão, nessa célebre entrevista presente nas obras completas do escritor, editora Nova Aguilar).
"Nós brasileiros estamos firmemente persuadidos, no fundo de nossos corações, que sobreviveremos ao fim do mundo que acontecerá um dia. Fundaremos então um reino de justiça, pois somos o único povo da terra que pratica diariamente a lógica do ilógico, como prova nossa política."
(Tentativa de explicação de Guimarães Rosa a um alemão, nessa célebre entrevista presente nas obras completas do escritor, editora Nova Aguilar).
09 junho 2009
Mantra
Entrega de trabalho.Final de semestre.Prazo limite.
Corrupção de estudo.Abuso de maiores.
Negociação de dívidas.Repatriação de capítulos.
Chantagem sobre si mesmo.Menstruação não-desejada.
Supermercado lotado.Feriado a estibordo.Patrocínio de armas atômicas.
Letrinhas ilegíveis.Caminhada na hora do rush.Vergonha alheia.
(fedor alheio).Acúmulo de ácido gástrico.
Prazo limite.Final de semeste.
Prazolimite.
02 junho 2009
Manifesto antropofrágil
"Esse é o manifesto antropofrágil
Em agradecimento ao entretenimento em detrimento
Do que era uma pedra no caminho,
Do verso intransitivo
Esse é o manifesto pró-picarista
A descendência naturalista
Das novas desordens a já bem vistas
Nossa gente humilde armada
Nosso gatilho em disparada
Nosso retiro...
Essa é a nossa rua
Inunda
O que a marginalidade funda
Nosso pavio curto, nossa bomba de chocolate.
Essa é a nossa livraria
Cheia de crimes do dia a dia
Cheia de amores e beijos
Essa é a nossa cultura
A paisagem dura
O tapete vermelho onde o povo samba
Uma feira de artes na beira da tarde,
Essa é a nossa parte,
As agrárias que nos cabem nesse latimúndio.
Essa é a nossa raça plura, plura!
As novas revoluções sob a mesma impostura
E pra não dizer que não falei...
Aqui jaz um deserto, aqui perto
É jardim."
(Gero Camilo, "Anunciação", Canções de Invento)
(E viva Gero Camilo!)
Em agradecimento ao entretenimento em detrimento
Do que era uma pedra no caminho,
Do verso intransitivo
Esse é o manifesto pró-picarista
A descendência naturalista
Das novas desordens a já bem vistas
Nossa gente humilde armada
Nosso gatilho em disparada
Nosso retiro...
Essa é a nossa rua
Inunda
O que a marginalidade funda
Nosso pavio curto, nossa bomba de chocolate.
Essa é a nossa livraria
Cheia de crimes do dia a dia
Cheia de amores e beijos
Essa é a nossa cultura
A paisagem dura
O tapete vermelho onde o povo samba
Uma feira de artes na beira da tarde,
Essa é a nossa parte,
As agrárias que nos cabem nesse latimúndio.
Essa é a nossa raça plura, plura!
As novas revoluções sob a mesma impostura
E pra não dizer que não falei...
Aqui jaz um deserto, aqui perto
É jardim."
(Gero Camilo, "Anunciação", Canções de Invento)
(E viva Gero Camilo!)
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